Código Z: o mal estar social

O Exército israelense e sua semelhança com a Polícia Militar carioca

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Será que o exército gringo forneceu treinamento para o exército israelense e para a polícia carioca, “ocupar” ambos os lugares?

O medo causado pelo exército israelense, encarregado em desocupar os territórios palestinos, pode ser comparado com o medo que a população carioca tem da polícia por morar na favela?

Será que encontramos semelhanças entre a especulação imobiliária dos assentamentos judeus (ocupação do território palestino) com a desfavelização dos morros cariocas?

Qual a semelhança do “caveirão” para com um tanque de guerra, utilizado nos territórios palestinos para desalojar a população, com o intuito de abrir novos assentamentos judeus?

Será que ambos os lugares sofrem uma limpeza étnica?

Uma “outra” análise sobre o crescimento da economia brasileira

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Bom, neste post me proponho a analisar o crescimento da economia brasileira nos dois governos do presidente Lula. Resolvi escrever está análise depois de ler um artigo de um professor francês chamado Serge Latouche, o título do artigo é “La opción del decrecimento”, este sintetiza de forma brilhante a problemática do crescimento econômico e sua viabilidade. É com base neste artigo que pretedo expor a minha análise, usarei da dialética para expor os pensamentos anteriores e sucessores à leitura deste artigo visando uma melhor compreenção do cenário brasileiro.

Há um tempo atrás, quando estourou a crise imobiliária nos estados unidos, o governo Lula anunciou algumas medidas de combate à crise financeira, são elas: diminuição do IPI (imposto sobre produtos industrializados), esse imposto era revertido às cidades para investimentos nas áreas sociais como educação, moradia e saúde; outra proposta foi diminuir os juros que fornecem os parâmetros para o cálculo das taxas de juros cobrados pelo mercado – principalmente os rendimentos dos títulos da dívida pública, fazendo com que diminua, consecutivamente, à dívida interna e também diminui os rendimentos dos empresários (leia-se: agiotas); e o aumento dos investimentos voltados para a construção civil, buscando aumentar a criação de empregos neste setor; o governo ao invés de “ajudar” aos cidadãos a saldarem suas dívidas e impedir as demissões nos centros industriais, o governo resolveu seguir o exemplo americano e destinou verbas públicas para “salvar” bancos e fábricas, sabemos que os “empresários” aproveitam os tempos de crise para demitir a mão-de-obra excedente em nome de uma possível “falência” agravando assim a conta de quem realmente paga pela crise, os trabalhadores.

Depois de expor as medidas do governo brasileiro para solucionar a crise financeira que ronda o nosso país e o mundo, é meu dever colocar a questão: Qual é o país que queremos para as futuras gerações? Um país “desenvolvido” ou “rico” que inclua seus compatriotas no mercado de consumo, porém, exclua os países que ainda não alcançaram o patamar de “desenvolvimento”? Ou queremos um país (Planeta Terra) onde todos os homens possam viver em situações dignas que proporcione alimentação, moradia e saúde para TOD@S? Já não é mais possível seguir o exemplo americano e europeu de desenvolvimento, o planeta não comporta mais CRESCIMENTO econômico, temos que pensar uma economia que não tenha como meta (finalidade) aumentar seu mercado para “desenvolver” o país e “subdesenvolver” os outros.

Deste modo, o autor Serge Latouche coloca a possibilidade de pensar em uma economia que tem como meta o “decrescimento”, isso não significa crescimento negativo, deve ser entendido como uma outra forma de pensar uma economia que seja compatível com cada lugar (região), assim, retira a universalidade da economia e coloca a criatividade humana para pensar uma economia que inclua a todos (não como consumidores) sem degradar o nosso habitat natural.

Esta busca por uma outra economia que seja alternativa para a manutenção da vida na terra, não só tem o intuito de romper com os dogmas criados pelo capitalismo, como coloca a questão do “progresso” da civilização, o avanço da burocracia, da tecnologia, da segurança, esses fatores melhoraram a vida da totalidade das sociedades? Quem realmente se beneficiou deste progresso de controle da sociedade seja pela técnica ou pela burocracia?

Portanto, a pergunta qual “desenvolvimento” queremos deve ser acompanhada com a questão da real possibilidade de um progresso para todos, assim, somos levados a questionar se o erro está no projeto de progresso que queremos ou se realmente queremos o “progresso”, não há outra saída e estamos fadados a ter que seguir pensando com a mesma lógica que mantém o sistema vigente?

OBS: a novidade deste blog ainda está sendo preparada, fiquem atentos…

Escrito por paulo

21/08/2009 em 18:27

Em breve, voltaremos com algumas surpresas.

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Há muito que eu não atualizo este blog, mas prometo que no segundo semetre teremos algumas surpresas.
Aguardem…

Paulo Gustavo

Otro Mundo, Otro Camino:
Abajo y a la Izquierda.

Escrito por paulo

12/07/2009 em 00:35

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Panorama para 2010: é possível um governo realmente de esquerda?

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Olá comp@s ,  há muito não venho através deste blog compartir uma “outra visão do mundo”, a idéia que lhes apresento hoje vem sendo meditada há algum tempo. Por isso hoje não abordarei o problema através do método proposto (analisar as notícias, guerras, fatos, descobertas científicas e etc., tentarei pensar como estas informações chegam a nós, como as absorvemos, e em que medida estas são capazes de afetar nosso comportamento e nossos princípios).

Me ocorreu há um tempo atrás a idéia das possibilidades de um governo realmente de ESQUERDA. A pergunta é fundamental, pois o Brasil é o maior País da América Latina e, também, é o país que possuem a maior multiplicidade de culturas em uma mesma nação, não existe um Brasil e sim vários BRASIS. A diferença é tamanha que pode ser percebida facilmente pelos diferentes sotaques de cada região, não só isso, como a cada região existe uma cultura popular própria. Falo de vários Brasis (referência ao grande Antropólogo Darcy Ribeiro) que existe amigavelmente dentro de um Brasil maior, a ligação dos Brasis é feita através da língua e algumas características legadas pelos nossos antepassados, os índios Tupi-Guaranis e por aqueles que aqui estiveram depois da conquista como portugueses e negros.

Mas, nem tudo são flores na terra da multiplicidade de culturas que só são iguais quando referidas como diferentes. Depois desta pequena história baseada no Livro do Darcy Ribeiro, o Povo Brasileiro, pretendo pensar as eleições que vão ocorrer em 2010 para a disputa do cargo de presidentes, senadores, deputados e governadores. Estas eleições ainda me parece como incógnita, os partidos que compõe a oposição (a DIREITA) tem grandes problemas com o discurso que devem ter em relação ao atual governo, é óbvio e não há como negar que houve mudanças que melhoraram a vida do povo brasileiro e como diria Maquiável, o Príncipe não deve só ter a “vitrú” como é fundamental possuir a fortuna (pode-se traduzir por sorte). Esses dois pontos a “virtú” e a “fortuna” foi fundamental para a melhoria do governo Lula. Em 2006, a mídia oposicionista derrubou dois Ministros importantes que estavam impedindo um governo mais progressista, foi a substituição destes Ministros que proporcionou uma mudança de rumo do governo Lula. Tendo em vista que a oposição não consegue articular um discurso contra o governo,  2010  poderá ser decisivo para o Futuro do Brasil, mas de que modo podemos nos organizar e constituir um governo realmente de esquerda que leve em conta as carências dos povos de baixa rende e, ao mesmo tempo, não barganhe a política social com medidas que favorecem as camadas mais ricas do País?

Somente a união dos partidos políticos de esquerda, um movimento de bases que proporcione não só a eleição para Presidente, mas, também, que possamos eleger deputados, senadores e governadores progressistas, pois este é o principal problema do Brasil hoje, nós brasileiros estamos preocupados com a eleição para presidente e esquecemos da importância de eleger candidatos a senadores, deputados e governadores, a classe do legislativo está toda na mão de partidos comerciantes (que trocam favores e aprovam as medidas somente se lhe for cedido algum cargo administrativo), isso faz com que O Brasil esteja em descompasso com os diversos Brasis que o compõe, é preciso que a esquerda se mobilize (independente de qual organização seja) para montar uma base que proporcione um governo realmente de esquerda, JÁ BASTA de seguir com esta barganha de cargos para a aprovação de algumas medidas que possa melhorar a vida da população em troca de favores comerciais e políticos.

 É importante deixar claro que esse fenômeno não ocorreu somente no governo Lula, e sim é uma herança maldita que nos foi legado por dezenas de governos, isso tem como fundamento a impossibilidade de fazer um governo que agrade a todos os Brasis existentes, mesmo em relação a classe dominante, esta sempre em constante desacordo. Na história do Brasil sempre houve focos de rebeliões quando a vontade de um brasil era imposta aos outros brasis, como foi o caso da instituição da República que gerou levantamentos monarquistas em diversos lugares. Isso nos faz pensar nas possibilidades de um governo realmente de esquerda, é preciso que o próprio povo brasileiro construa este governo, levando em conta sua bagagem cultural e histórica, seus ensinamentos e suas demandas, temos que inventar um socialismo baseado na cultura destes diversos brasis, só assim pode haver de fato um governo de esquerda.

Unir os distintos Brasis para inventar uma sociedade mais justa

Unir os distintos Brasis para inventar uma sociedade mais justa

Escrito por paulo

28/03/2009 em 12:06

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¿LATINO AMÉRICA ES UN PUEBLO AL SUR DE ESTADOS UNIDOS?

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Olá a todos os companheiros (as) que as vezes passam por aqui. Hoje nao escreverei nenhum artigo pois acredito que esta música fala muito melhor sobre o processo de mudança em que estamos vivendo

A música é de um grupo chileno que se chama Los Prisioneros e o nome da música é LATINO AMÉRICA ES UN PUEBLO AL SUR DE ESTADOS UNIDOS. Nós, latinos americanos, estamos em um momento muito especial de mudança radical, este fenômeno surge com a eleiçao de Hugo Chaves em 1988 e depois de 11 anos o povo Boliviano sigue dando continuidade a este processo de mudança/esperança em uma real democracia onde o povo é aquele quem Governa e, nao somente, tem o Poder.

É respirando este novos ares que escutei esta música, depois de um bom tempo sem escutá-la. O caminho a total liberdade daqueles que nos exporaram, humilharam nossos antepassados, e ainda humilham nossos pais e irmaos, é difícil mas estamos em um processo que ventos favoráveis sopram ao nosso lado. Ventos que nos trazem a oportunidade de, pela primeira vez na história desta terra, poder tomar decisoes sem a intervençao de um agente externo, antes os europeus agora os grigos. Deste modo, o povo boliviano aprovou a nova constituiçao que os ajudará a manter o processo revolucionário que vive este povo/continente. Outra demonstraçao de força foi a revisao da dívida exterma de Equador feita por Rafael Correa, o Equador tem como principal agiota o Brasil, sim este país que apesar da dura luta que temos contra o imperialismo Yanque seguimos sendo uma potência imperialista na América do Sul.

OBS: EU NAO ESTOU ATUALIZANDO ESTE BLOG PORQUE ESTOU VIAJANDO, NESTE MOMENTO, ESTOU EM GUADALAJARA RUMO A CIDADE DO MÉXICO.

Aqui vai a letra da música, aproveitem para baixá-la.

LATINO AMÉRICA ES UN PUEBLO AL SUR DE ESTADOS UNIDOS

Para turistas, gente curiosa
es un sitio exótico para visitar
Es solo un lugar económico
pero inadecuado para habitar
Les ofrecen Latinoamérica
el Carnaval de Río y las ruinas Aztecas
gente sucia vagando en las calles
dispuesta a venderse por algunos USA dolars
Nadie en el resto del planeta toma en serio
a este inmenso pueblo lleno de tristeza
Se sonríen cuando ven que tiene veintitantas banderitas
cada cual mas orgullosa de su soberanía
que tontería
dividir es debilitar
Las potencias son los protectores
que prueban sus armas en nuestras guerrillas
ya sean rojos o rallados
a la hora del final no hay diferencia
invitan a nuestros líderes
a vender su alma al diablo verde
inventan bonitas siglas
para que se sientan un poco mas importantes
Y el inocente pueblo de Latinoamérica
llorará si muere Ronald Reagan o la reina
y le sigue paso a paso la vida a Carolina
como si esa gente sufriera de subdesarrollo
Estamos en un hoyo
Parece que en realidad
Latinoamérica es un pueblo al sur de Estados Unidos
Latinoamérica es un pueblo al sur de Estados Unidos
Latinoamérica es un pueblo al sur de Estados Unidos
Latinoamérica es un pueblo al sur de Estados Unidos
Para que se sientan en familia
copiamos sus barrios a su estilo de vida
We try to talk in the jet set language
para que no nos crean incivilizados
Cuando visitamos sus ciudades
nos fichan y tratan como a delincuentes
Rusos, Ingleses, Gringos, Franceses
se ríen de nuestros novelescos directores.
Somos un pueblito tan simpático que todos
nos ayudan si se trata de una guerra armar
Pero esa misma cantidad de oro la podrían dar
para encontrar la solución definitiva al hambre
Latinoamérica es grande
debe aprender a decidir
Latinoamérica es un pueblo al sur de Estados Unidos
Latinoamérica es un pueblo al sur de Estados Unidos
Latinoamérica es un pueblo al sur de Estados Unidos
Latinoamérica es un pueblo al sur de Estados Unidos

Escrito por paulo

06/02/2009 em 00:52

O problema da educação dentro do Estado NEOLIBERAL “BRASILEIRO”.

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 Olá a todos os amigos que passam por este blog.

Hoje venho para escrever sobre a minha experiência como professor e o que pude perceber sobre a estrutura da escola que cada vez mais des – prepara o aluno para a batalha da vida.

Dia 29 de março de 2008, eu consegui algumas aulas nas escolas do Estado, as disciplinas eram Filosofia e Ensino Religioso para adultos e crianças de 10 à 13 anos, logo em seguida, consegui aulas de Sociologia para adolescentes de 17 à 21 anos. Foram quase 10 meses em sala de aula, antes com a perspectiva do aluno e agora com a perspectiva do professor, portanto, pretendo aqui demonstrar o que conseguir ver meio a tantas sombras que nos impede a visão total do problema que estou abordando, a educação no Brasil. 

Quando aluno, eu me revoltava diariamente, pois sempre pensei estar do lado mais fraco do problema e, por isso, era muito rebelde na escola e, também, fora dela. Hoje, percebo que a opressão acontece na ordem decrescente: o Estado obriga as escolas a possuírem um índice de rendimento escolar fora dos padrões possíveis, os dirigentes das escolas obrigam aos professores e funcionários a cumprirem com esses planejamentos ao mesmo tempo em que o professor, através de uma metodologia instrumental que prioriza alunos que respondem melhor aos estímulos ordenados, oprime os alunos igualando a todos e faz com que muitos que se comportam de modos diferentes sejam eliminados deste sistema através da padronização do ensino. Já por parte dos pais, que pressionam os pedagogos e diretores a passar seu filho à próxima série, o mesmo acontece com o Estado que diminui verbas dadas as escolas, caso esta escola tenha um índice de reprovação muito alto. Esta é a rede de opressão que nos IMPÕE um caminho que não queremos e, todavia, as possibilidades de mudança são pouquíssimas.

Nas aulas de Sociologia, eu tentava de tudo para fazer com que os alunos compreendessem o contexto no qual vivem, mas no fim do ano ficou a impressão que quase não consegui dar conta do recado, e o que falei o ano todo em nada adiantou, parece que eu estava dando aulas para surdos, sempre que a sala estava quieta e olhando para mim, eu fazia uma pergunta ordinária e ninguém me respondia, batia um tremendo desanimo me parece que depois que a ditadura militar aboliu o ensino da Sociologia e da Filosofia nas escolas públicas, as pessoas já não conseguem estabelecer uma relação que envolve seu próprio contexto no qual vivem com as idéias alheias que se transformam em pensamento único. Mas, os alunos não têm culpa alguma, eles são tão vítimas como nós professores, pedagogos e diretores que a todo tempo sofremos com a opressão.

Preciso que entendam que o Estado tampouco é o problema, na verdade ele é a solução, o problema se enraíza na diminuição do Estado quando este se retira do espaço público aumentando, assim, a importância do bem privado que exclui a camada da população que precisa dos serviços do Estado para sobreviver. Quando legamos o dever do Estado somente a sua administração, deixamos um grande espaço para as empresas que só tem compromissos com os rendimentos do capital investido, são eles que tomam a frente do Estado e transformam a miséria do povo em uma mercadoria muito rentável que produz lucros enormes e, também, proporciona a “lavagem do dinheiro sujo”. Deste modo, retira a obrigação do Estado que é proporcionar as condições básicas para a manutenção da vida de seus cidadãos. É através do discurso da péssima administração Estatal que a classe dominante obriga os administradores do Estado a “conceder a licença para fornecer serviços a população”, sabemos que este “favor” não vem de graça, o capital aplicado quer retorno, e é pelas verbas públicas vindas do Estado que as empresas privadas superfatura os serviços concedidos ao Estado e, assim, garante o dinheiro investido (LUCRO) que se alimenta da pobreza de grande parte da população pobre.

Esta é a perspectiva que tenho acerca do contexto no qual vivo e que tentei transmitir aos meus alunos, apesar de achar que não fui bem sucedido continuarei nesta profissão de professor por acreditar que a revolução só se realizará quando as pessoas tomarem consciência da injustiça na qual estão submetidas e, assim, criar possibilidades para revoltar e lutar pela melhoria da vida em todos os âmbitos de nossa sociedade.

OBS: É bom lembrar que amanhã tem no centro do rodaviva o delegado Protógenes, assista e entenderá um pouco mais o que se passa atrás das curitinas que esconde os crimes cometido pelas classes dominantes. Assitam pela TV CUltura ou pelo site www.tvcultura.com.br/rodaviva às 22:10 da noite de segunda-feira dia 22/12/2008.

 

O blog tem o intuito de tentar levar a você uma perspectiva diferente e causar discussão e debate de idéias, contribua, comente.

 

 

 

Escrito por paulo

21/12/2008 em 22:23

Redução do consumo individual, adianta e influi na diminuição da destruição do Planeta?

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Bom, a uns dias atrás assisti pela TV um cidadão fazendo uma palestra sobre redução do consumo individual como proposta para diminuir a destruição do Planeta e, também, a influência dessa atitude individual perante as outras pessoas.

Então, surgiram algumas questões que estão atormentando minha tranquilidade, como pode acontecer uma diminuição do consumo se a cada dia somos bombardeados por novas informações que nos empurram e nos convence a jogar fora coisas que ainda são úteis para que possamos comprar novas coisas que nos satisfaça momentaneamente.

Mas, este não é o problema principal como veremos mais adiante, no entanto, a diminuição do consumo já está acontecendo, nesta crise que o capitalismo está sofrendo é um problema de produção vs consumo, com os valores pagos para a produção de um produto qualquer pelo método da mais-valia não é possível vender este produto produzido, pois, não há quem compre porque o dinheiro que os trabalhadores recebem é sómente para sua sobrevivência que não inclui a compra de bens de consumo. Para que os produtos produzidos possam ser consumidos é preciso que as instituições financeiras emprestem dinheiro (fictício) para que as pessoas possam comprar os bens que eles próprios produziram e, assim, faça rodar a roleta do cassino chamado Economia. E quando já não é mais possível continuar emprestando para comprar e pagando as dívidas anteriores, ou seja, é o não recebimento do dinheiro que os bancos não tinham mais emprestaram  aos trabalhadores que é o grande causador da crise financeira em que vivemos.

Bom, depois desse adendo pretendo colocar o real problema em que percebi na palestra do cidadão (que não lembro o nome) acerca da redução do consumo individual.

Primeiro, as atitudes individuais dentro de uma sociedade elas só dizem respeito ao espaço privado do indivíduo, ou seja, sua casa, dentro de uma sociedade é no espaço público que temos que resolver nossos problemas através do diálogo e do debate, porém, sei muito bem que esse contexto já não se encaixa na nossa sociedade atual que tem como primazia o Espaço privado que invade cada dia mais o espaço público. A proposta de diminuição do consumo individual é uma atitude dos sujeitos enquanto indivíduos que não interfere necessariamente na mudança de uma sociedade de massas. É através do espaço público (rua: lugar onde nos relacionamos com os outros semelhantes e deixamos de ser indivíduo) que poderemos exigir mudanças que altere a estrutura da nossa sociedade, como os movimentos de massas que eram comum em todo século XX.

A invasão do espaço privado que diminuiu o tamanho do espaço público fez com que chegassemos ao um conceito nunca antes visto, que é o conceito de Sociedade de Massas SOLITÁRIAS, isto é, uma sociedade que só se identífica como uma sociedade de compradores individuais que se alienou do mundo ao ponto de não se importar mais com ele, como se fosse possível viver em outro.

A minha resposta a pergunta do texto é NÃO e SIM. Não é possível conter a destruição do mundo de modo individual, isso não quer dizer que o consumo individual ao ser diminuido não gere mudanças, e sim, que essa atitude de diminuir o consumo individual deve ser sómente a primeira ação do homem rumo a uma mudança mais radical. Sómente através da auto-destrição que o próprio sistema capitalista tem como semente dentro de si mesmo (como diria KARL MARX) e a retomada do espaço público como meio para que possamos debater e resolver problemas, é que poderiamos salvar a vida do Planeta.

OBS: Para cada saco de lixo que nós indivíduos produzimos é preciso outros 70 sacos de lixos para fazer este que você leva à esquina todo dia.

OBS2:Incrível o salto de acessos que este blog teve nos últimos dias, isso me deixou muito feliz e me deu animo para voltar a escrever.

Liberdade ao debate de idéias.

Eleições, cegueira e alienação.

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Hoje, dia 05/10/2008, o povo brasileiro escolhe as pessoas que – em tese – representarão seus interesses por mais 4 anos, na máquina estatal. É um dia especial, (para Rousseau) é o único dia em que somos realmente livres, eu também acredito nisso caso não haja pressão ou manipulação dos resultados, é hoje o dia em que temos que dar uma resposta a essa cúpula que domina e exerce o poder. No entanto, sabemos que os votos nem sempre representam a verdadeira vontade de um povo, mas podemos ver os reflexos de um fenômeno que vem de outras eleições, o consenso geral de que os POLÍTICOS são corruptos e a APATIA frente a situação política que vive o País hoje.

Este é o resultado do esquecimento em que vivemos, somos em 729 dias (dois anos) CONSUMIDORES e apenas UM dia a cada dois anos é que somos lembrados de nossas responsabilidades como cidadãos, e somente neste dia é que somos lembrados de nossa importância dentro de um contexto político. É, sómente em dia de eleições que “lembramos” que vivemos em uma sociedade que nos obriga a exercer nosso papel de cidadão e SUJEITO que decide sua própria história. Sabemos que na prática não é isso o que acontece, é incrível o poder que a midia tem para eleger certos candidatos e derrotar outros, e como é que pessoas que vivem em plena miséria possam adotar o pensamento desta “elite” que comanda este país.

Eu acredito que um dos fatores da apatia geral da população brasileira pela política seja a falta de identidade do próprio povo brasileiro, que a cada dia mais nos é arrancado as tradições à qual nos identificamos como povo para substituir por uma cultura de consumidores, que se reconhecem naquilo que “possuem” (ter é ser), ou seja, nossa tradição é volatizada, aquilo que nos era sólido está se desfazendo conforme se dá a substituição de nossa identidade como povo-nação. Outro fator é a aceitação da ordem vigente, nós saimos de anos (DÉCADAS 60/70/80) de muito sangue brasileiro derramado, e que consiguiu calar e alienar a grande maioria das pessoas, este silêncio que nos foi imposto é através do pensamento de que não era possível derrubar a ditadura militar, este é o mesmo pensamento que reina hoje, nos parece muito difícil mudar o contexto político corrupto de nossa democracia. A mesma ética estóica reina em nosso povo, me parece que estamos cansados de ser constantemente derrotados e calados, que aceitamos nossas derrotas e acreditamos mesmo que o melhor seja não participar para não cometer os mesmos atos de nossos inimigos.

É uma situação que me dá tristeza e vergonha, por ter quase todos os meus movimentos amarrados em algo que não me liberta e que não me aparece, é como uma corda invisível que nos prende sem saber onde estamos amarrados, para a real transformação é preciso tentar ver a que estamos presos, sem enxergar nossa real condição continuaremos encarcerados e derrotados.

Escrito por paulo

05/10/2008 em 16:55

Ser ou não Ser? O dilema da educação.

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Bom, retomando a temática do blog – analisar de que forma nós processamos as informações que nos chega e de que modo somos afetados por ela – irei abordar o assunto da educação, com a perspectiva de um iniciante na profissão de professor, e também, como cidadão que acredita no papel que a educação-conscientização pode exercer para a mudança/revolução em um país que consegue ser um dos mais desiguais de todo o globo mesmo possuindo uma reserva gigantesca de alimentos, energia, extensão, ótimo clima que proporciona ótimas safras.

Esta semana eu tive alguns “problemas” que me afetaram profundamente, na quinta-feira aconteceu dois casos que me deixaram muito pertubado. No primeiro caso, estava eu tentando dar minha aula de teoria da religião, estava falando sobre a posição do governo americano em relação aos adeptos do Islã e de que forma o governo americano utiliza este discurso para convencer ao mundo que o Iraque tinha relações com a rede terrorista Al- Qaeda. Em um certo momento da aula, um aluno disse: – Professor não quero fazer nada na sua aula, e logo em seguida, outro fez o mesmo. E como é normal nestes casos eu pedi para que se retirasse então da minha aula e fosse conversar com as pedagogas. Logo em seguida, eu fui conversar com os meninos e com a Pedagoga e me deparei com uma realidade que até então eu sabia de sua existência mas nunca tinha tido o contato tão forte com ela. A história de um dos meninos era a seguinte: o menino de 11 anos que têm 2 irmãos (um menino que já foi expulso deste mesmo colégio e uma menina que está para ser expulsa também). Esta criança tem sérios problemas de disciplina mas eu logo entendi o porque. Ele me contou que sua mãe vive no litoral do paraná com um cara (as pedagogas me disseram que ela é prostituta) e este menino e seus irmãos moram em Curitiba com a avó. Mas estas crianças já não querem mais viver com a vó, e sim, com a mãe, o problema é que caso a mãe os leve para morar com ela no litoral a avó perde a pensão paga pela mãe para cuidar das crianças, e também a mãe não pode os levar para sua cidade porque vive com um cara que não a deixa traze-las e sua profissão tampouco permite.

De que forma uma criança pode estudar e ser disciplinada desta forma? Como o professor deve intervir neste caso? Realmente não sei o que fazer. O Estado não fornece nenhum apoio para estas famílias e este caso não é uma ilha, não é algo isolado é a realidade de milhões de famílias brasileiras. É muito difícil porque caso o professor resolva fazer alguma coisa por estas crianças além de comprar uma briga com os pais que não consiguiram entender o real motivo de uma ajuda externa, como também é comprar briga com a própria escola que não quer intervir no seu relacionamento familiar dos alunos.

O segundo caso é muito parecido, depois de retirar o aluno da sala de aula e me deparei com outra história de desestrutura familiar. O aluno também tem por volta de 11 anos, ele me contou esta história com tanta naturalidade que me pareceu estar contando uma piada. Ele tem 3 irmãos, o pai dese menino está preso por roubo a mão armada, a mãe dele está em uma clínica de recuperação de usuários de drogas (a clínica de reabilitação fica em outra cidade). E o irmão mais velho também está preso por assassinato (ele matou uma pessoa no bar), quem cuida da criança em questão é sua irmã de 16 anos que já esta casada e tem um filho. Ele também relatou que os narco-traficantes queriam entrar na sua casa para pegar os móveis de valor para quitar a dívida que sua mãe tinha com eles mas por sorte seu pai ainda não estava preso e não deixou. Este menino trabalha com seu tio de manhã (antes da escola) e pela noite (depois da escola) e ganha miseros 20 REAIS POR SEMANA, na escola eu aprendi que isso é trabalho infantil escravo não vejo outro nome para isto. Me digam qual outra hora que esta criança tem para brincar? se trabalha de manhã e a noite e vai para a escola no período da tarde. Na escola dizem que é muito bom que ele esteja trabalhando porque assim ele ocupa o tempo e não fica na rua, mesmo a criança ganhando uma miséria para trabalhar todo este tempo.

Não há nenhum projeto por parte do Estado para dar uma vida digna para estas crianças, não há escolas em período integral, não a vontade política para agir conforme deveria. Como uma criança com estes exemplos que tem na sua família pode crescer e ser “normal” a distinção entre certo e errado é uma linha tênue que que é difícil aprender em casa quanto mais na escola. Qual é o futuro de uma nação que trata seus filhos como se fosse SOBRAS? De que fora esta criança crescerá e quais vão ser seus proplemas psicológicos? Já que seus padrões estéticos, políticos, familiares, são dados um alguem externo (a Televisão) e quando esta criança olha para dentro de casa e não vê nada parecido, qual é o sentimento desta criança? Qual sua culpa de nascer na família errada?

Eu perguntei a este menino o que ele esperava do futuro o que ele pensa que estaria fazendo daqui 5 anos. A resposta foi: – Penso que daqui cinco anos vou estar trabalhando. Isto é o que nós (professores e pedagogos) queriamos ouvir mas realmente não acredito que isto seja o que ele realmente quer.

Realmente eu gostaria de ouví-los, de sugestões, de que posso fazer para ajudar a estes meninos.

Escrito por paulo

07/09/2008 em 15:01

O capitalismo matou o FUTEBOL.

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Depois de muito tempo sem escrever, voltei, para escrever sobre uma das paixões de minha vida. Não o capitalismo claro, e sim o Futebol.

Neste momento, estou vendo uma entrevista do Zico e surgiram alguns pensamentos que resolvi compartir com os poucos leitores que tem acesso a este blog.

Bom, há muito tempo já não vemos mais amor ao esporte, tanto por parte dos torcedores como por parte dos jogadores. O Futebol virou MERCADORIA, conseguiram coisificar a maior paixão da humanidade. O único esporte que pára o mundo inteiro para ver o campeonato do mundo. Não há outro esporte que move tanta paixão como o Futebol.

O Capital não perdoa, como uma raposa se apropriou da maior paixão da humanidade para transformá-lo em uma grande opção para lavar o dinheiro sujo do capital financeiro, do tráfico, da sonegação de impostos, desvio de verbas (corrupção). E também, a invasão dos bancos no circuito do futebol, a compra de juízes como foi o caso no campeonato Brasileiro de 2004 (se não me engano, quando o corinthans ganhou), e provavelmente a Copa do Mundo, também é manipulada por sua cúpula para favorecer e encobrir erros de governos corruptos e mal administrados.

Deixa-me muito triste saber destas manipulações e, como está sendo a capitalização do futebol. Cada vez mais torcemos não para um time, e sim, para uma instituição que mantém as financias deste clube. Os dirigentes já não se importam com os torcedores, estes os únicos que não tem culpa pela calamidade que passa o futebol. Os ingressos cada vez mais caros, a diretoria que ajuda e é conveniente com as torcidas organizadas, mantendo estas organizações que impõe medo e terror nos estádios.

O êxodo do torcedor do estádio não tem nenhuma importância para os times, cada vez mais os estádios ficam vazios, cada vez menos o jogador cria identidade com a torcida e com o time. As torcidas organizadas são manipuladas e só protestam contra aqueles que não financiam seus custos. O mesmo se passa com a Seleção brasileira, que ao final de um jogo, já não desembarca no seu próprio país. A identidade das pessoas com o futebol está em xeque. E o grande responsável por isso tudo é a velha raposa de nome Capitalismo, que conseguiu coisificar mais uma paixão, o FUTEBOL. Roubaram-nos quase tudo, saquearam o nosso povo e levaram também nossa tradição. O que resta agora é a nostalgia de tempos dourados do futebol mundial, desde os radialistas que narravam a partida com grande emoção, ao jogador que entrava em campo só pelo fato de representar aquele time que torcia desde criança.

Desculpa, por não atualizar o blog, tive alguns problemas e só agora minha vida esta voltando ao normal.

Escrito por paulo

22/08/2008 em 21:42