Alta de preço dos alimentos. Salve-se quem puder.
Bom há um tempo que venho me decepcionando com o nosso presidente o antes respeitável Sr. Luis Inácio Lula da Silva, e hoje servo do capital financeiro. É com muito desagrado que manifesto minha indignação a cerca de “nossa” vontade infinita de imitar nosso primo rico (USA). O Brasil junto com os Estados Unidos da América são os principais culpados pela repentina alta de preços dos alimentos, e o irracionalismo do racionamento de arroz, em diferentes partes do mundo. Qual é o problema? Justamente, a tentativa de manter o mercado funcionando a qualquer custo, transformando os alimentos (que necessitamos para viver) em alimento para coisas, ou seja, combustível de máquinas. São os BIOcombustíveis os responsáveis pela alta de preços dos alimentos. Como retirar comida de grande parte da população para manter funcionando algumas máquinas, qual é a justificativa ética para isso?
Temos em nosso país, uma grande área que poderia ser destinada a alimentação de todos os brasileiros, isso não acontece, pelo fato de que, o governo prefere o superáfit primário em suas contas que, investir em agricultura familiar, tendo em vista que, é através da agricultura familiar (pequeno agricultor) que é produzido os alimentos consumidos por grande parte dos brasileiros. A preferência pela monocultura faz com que, o Brasil, produza matéria-prima para exportação, sendo que, importa o produto final (industrializado), como acontecia a 50 anos à traz, quando o Brasil era desindustrializado.
Como é possível um governo que se diz de esquerda, não só produzir como incentivar a implementação dos biocombustíveis na Africa, Ásia e América, sendo que, são esses os países que mais sofrem e sofrerão com a falta e aumento dos preços dos alimentos. Onde queremos chegar? No aniquilamento total da raça humana? Não vejo saída para nossa espécie (e nosso planeta) se continuarmos trocando alimentos por combustível, que só alimentará as guerras por comida e água. Combustível esse que destrói o planeta, tanto indiretamente (no caso do aumento de preços dos alimentos com os biocombustíveis) e diretamente (com a emissão de gazes poluentes que destroem a possibilidade de vida na terra).
Vivemos em um período de transição, devemos escolher nosso caminho. Ou fingimos que não existe nenhum problema, e vivemos no máximo mais 50 anos no ritmo frenético de exploração ou nós mudamos todo o sistema em que vivemos com fins na permanência e preservação da vida na Terra.
Me parece que a primeira alternativa esta mais próxima. Me falta esperança, mais tomara que eu esteja errado, torço para isso, precisamos despertar de “nossos sonhos”, não existe desenvolvimento ou progresso, nos mentiram quando prometeram LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE, o pilar da idade moderna esta ruindo e salve-se quem puder.
E aí Paulo, pois é, isso é uma verdade assustadora, a maquina se torna mais importante que o homem, ja que mudar nosso estilo de vida, seja ele ir ao trabalho em transportes coletivos ou até de bicicleta significaria mudar completamente nosso sistema. Acredito que muita gente gostaria de viver num país mais harmonico porém mais uma vez a mídia nos impossibilita de ver o bem estar do grupo fazendo com que os seres humanos tenham um pensamento individualista.
Abraço aí veio, muito bons seus posts
Felipe
25/04/2008 em 20:46
O Felipão que bom te ver por aqui.
Realmente, a máquina hoje tem direitos a existir como qualquer cidadão, não só a máquina como o mercado, o modo de como vivemos nos envolve de uma tal forma que, uma mudança concreta partindo de baixo para cima é algo extremamente difícil, as mudanças só ocorrem quando as bolas da elite correm perigo. E chegamos ao ponto de que, caso não aconteça uma mudança real em todo o sistema, corremos o perigo de extinguir da espécie.
Ah piá eu e a gabi vamos viajar agora em Julho pode ser que passaremos por Santa Catarina, aguarde.
Paulo Gustavo
26/04/2008 em 03:31