Código Z: o mal estar social

Uma “outra” análise sobre o crescimento da economia brasileira

com 5 comentários

Bom, neste post me proponho a analisar o crescimento da economia brasileira nos dois governos do presidente Lula. Resolvi escrever está análise depois de ler um artigo de um professor francês chamado Serge Latouche, o título do artigo é “La opción del decrecimento”, este sintetiza de forma brilhante a problemática do crescimento econômico e sua viabilidade. É com base neste artigo que pretedo expor a minha análise, usarei da dialética para expor os pensamentos anteriores e sucessores à leitura deste artigo visando uma melhor compreenção do cenário brasileiro.

Há um tempo atrás, quando estourou a crise imobiliária nos estados unidos, o governo Lula anunciou algumas medidas de combate à crise financeira, são elas: diminuição do IPI (imposto sobre produtos industrializados), esse imposto era revertido às cidades para investimentos nas áreas sociais como educação, moradia e saúde; outra proposta foi diminuir os juros que fornecem os parâmetros para o cálculo das taxas de juros cobrados pelo mercado – principalmente os rendimentos dos títulos da dívida pública, fazendo com que diminua, consecutivamente, à dívida interna e também diminui os rendimentos dos empresários (leia-se: agiotas); e o aumento dos investimentos voltados para a construção civil, buscando aumentar a criação de empregos neste setor; o governo ao invés de “ajudar” aos cidadãos a saldarem suas dívidas e impedir as demissões nos centros industriais, o governo resolveu seguir o exemplo americano e destinou verbas públicas para “salvar” bancos e fábricas, sabemos que os “empresários” aproveitam os tempos de crise para demitir a mão-de-obra excedente em nome de uma possível “falência” agravando assim a conta de quem realmente paga pela crise, os trabalhadores.

Depois de expor as medidas do governo brasileiro para solucionar a crise financeira que ronda o nosso país e o mundo, é meu dever colocar a questão: Qual é o país que queremos para as futuras gerações? Um país “desenvolvido” ou “rico” que inclua seus compatriotas no mercado de consumo, porém, exclua os países que ainda não alcançaram o patamar de “desenvolvimento”? Ou queremos um país (Planeta Terra) onde todos os homens possam viver em situações dignas que proporcione alimentação, moradia e saúde para TOD@S? Já não é mais possível seguir o exemplo americano e europeu de desenvolvimento, o planeta não comporta mais CRESCIMENTO econômico, temos que pensar uma economia que não tenha como meta (finalidade) aumentar seu mercado para “desenvolver” o país e “subdesenvolver” os outros.

Deste modo, o autor Serge Latouche coloca a possibilidade de pensar em uma economia que tem como meta o “decrescimento”, isso não significa crescimento negativo, deve ser entendido como uma outra forma de pensar uma economia que seja compatível com cada lugar (região), assim, retira a universalidade da economia e coloca a criatividade humana para pensar uma economia que inclua a todos (não como consumidores) sem degradar o nosso habitat natural.

Esta busca por uma outra economia que seja alternativa para a manutenção da vida na terra, não só tem o intuito de romper com os dogmas criados pelo capitalismo, como coloca a questão do “progresso” da civilização, o avanço da burocracia, da tecnologia, da segurança, esses fatores melhoraram a vida da totalidade das sociedades? Quem realmente se beneficiou deste progresso de controle da sociedade seja pela técnica ou pela burocracia?

Portanto, a pergunta qual “desenvolvimento” queremos deve ser acompanhada com a questão da real possibilidade de um progresso para todos, assim, somos levados a questionar se o erro está no projeto de progresso que queremos ou se realmente queremos o “progresso”, não há outra saída e estamos fadados a ter que seguir pensando com a mesma lógica que mantém o sistema vigente?

OBS: a novidade deste blog ainda está sendo preparada, fiquem atentos…

Escrito por paulo

21/08/2009 às 18:27

5 Respostas

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  1. Está fazendo um suspense com a novidade, criando espectativa nos leitos do seu codigoz. ehehehehe

    quanto ao post, o último questionamento – “se o erro está no projeto de progresso que queremos ou se realmente queremos o “progresso” – pode ser feito a partir da perspectiva do que é “progresso” para quem está governando. e isso pode ser respondido pelas medidas que chamam de “ciclicas” para desenvolver e projetar o país em época de crise. Assim diferenciar o “acesso” do “consumo”, duas coisas que, quando colocadas em prática, mostram a lógica das medidas tomadas pelo governo.

    anatoledo

    31/08/2009 em 16:40

  2. hey!

    achei que vc só não comentava meus comentários.. rs agora vejo que não publica. maniiiito!!!

    beijo!!!

    Ana

    01/09/2009 em 10:02

  3. Eu não achei nem o blog nem o vídeo do Vale.

    =**

    anatoledo

    11/09/2009 em 12:37

  4. Ana, respondendo aos comentários: O primeiro, acho que este é um grande problema, a atuação do governo que busca um crescimento econômico sem importar o que temque fazer pra chegar a este fim, isso demonstra o descompaso das iniciativas governamentais com um “projeto popular para o país”. Assim, a crítica me parece válida pois abre um franco para compreender a disparidade do governo com um projeto popular que vai mais além da questão financeira.

    Sobre o blog, ele está aqui ao lado, porém te passo o link http://acoecosocialista.wordpress.com
    lá você vai encontrar o video de SLP.

    Desculpe não ter te respondido antes…
    Muitos beijos
    Paulo Gustavo

    paulo

    11/09/2009 em 15:22

  5. Ei mano!
    A lógica é outra (deveria)… Se é crescer para os atuais padrões da economia é algo insaciável, vamos explodir. Mas e aí, como fugir de uma crise assim com outras formas de agir? (Temos muito chão pela frente camará!)

    Bjo.

    Drika

    17/09/2009 em 17:29


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