Archive for the ‘Capital Financeiro’ Category
Uma “outra” análise sobre o crescimento da economia brasileira
Bom, neste post me proponho a analisar o crescimento da economia brasileira nos dois governos do presidente Lula. Resolvi escrever está análise depois de ler um artigo de um professor francês chamado Serge Latouche, o título do artigo é “La opción del decrecimento”, este sintetiza de forma brilhante a problemática do crescimento econômico e sua viabilidade. É com base neste artigo que pretedo expor a minha análise, usarei da dialética para expor os pensamentos anteriores e sucessores à leitura deste artigo visando uma melhor compreenção do cenário brasileiro.
Há um tempo atrás, quando estourou a crise imobiliária nos estados unidos, o governo Lula anunciou algumas medidas de combate à crise financeira, são elas: diminuição do IPI (imposto sobre produtos industrializados), esse imposto era revertido às cidades para investimentos nas áreas sociais como educação, moradia e saúde; outra proposta foi diminuir os juros que fornecem os parâmetros para o cálculo das taxas de juros cobrados pelo mercado – principalmente os rendimentos dos títulos da dívida pública, fazendo com que diminua, consecutivamente, à dívida interna e também diminui os rendimentos dos empresários (leia-se: agiotas); e o aumento dos investimentos voltados para a construção civil, buscando aumentar a criação de empregos neste setor; o governo ao invés de “ajudar” aos cidadãos a saldarem suas dívidas e impedir as demissões nos centros industriais, o governo resolveu seguir o exemplo americano e destinou verbas públicas para “salvar” bancos e fábricas, sabemos que os “empresários” aproveitam os tempos de crise para demitir a mão-de-obra excedente em nome de uma possível “falência” agravando assim a conta de quem realmente paga pela crise, os trabalhadores.
Depois de expor as medidas do governo brasileiro para solucionar a crise financeira que ronda o nosso país e o mundo, é meu dever colocar a questão: Qual é o país que queremos para as futuras gerações? Um país “desenvolvido” ou “rico” que inclua seus compatriotas no mercado de consumo, porém, exclua os países que ainda não alcançaram o patamar de “desenvolvimento”? Ou queremos um país (Planeta Terra) onde todos os homens possam viver em situações dignas que proporcione alimentação, moradia e saúde para TOD@S? Já não é mais possível seguir o exemplo americano e europeu de desenvolvimento, o planeta não comporta mais CRESCIMENTO econômico, temos que pensar uma economia que não tenha como meta (finalidade) aumentar seu mercado para “desenvolver” o país e “subdesenvolver” os outros.
Deste modo, o autor Serge Latouche coloca a possibilidade de pensar em uma economia que tem como meta o “decrescimento”, isso não significa crescimento negativo, deve ser entendido como uma outra forma de pensar uma economia que seja compatível com cada lugar (região), assim, retira a universalidade da economia e coloca a criatividade humana para pensar uma economia que inclua a todos (não como consumidores) sem degradar o nosso habitat natural.
Esta busca por uma outra economia que seja alternativa para a manutenção da vida na terra, não só tem o intuito de romper com os dogmas criados pelo capitalismo, como coloca a questão do “progresso” da civilização, o avanço da burocracia, da tecnologia, da segurança, esses fatores melhoraram a vida da totalidade das sociedades? Quem realmente se beneficiou deste progresso de controle da sociedade seja pela técnica ou pela burocracia?
Portanto, a pergunta qual “desenvolvimento” queremos deve ser acompanhada com a questão da real possibilidade de um progresso para todos, assim, somos levados a questionar se o erro está no projeto de progresso que queremos ou se realmente queremos o “progresso”, não há outra saída e estamos fadados a ter que seguir pensando com a mesma lógica que mantém o sistema vigente?
OBS: a novidade deste blog ainda está sendo preparada, fiquem atentos…
O problema da educação dentro do Estado NEOLIBERAL “BRASILEIRO”.
Olá a todos os amigos que passam por este blog.
Hoje venho para escrever sobre a minha experiência como professor e o que pude perceber sobre a estrutura da escola que cada vez mais des – prepara o aluno para a batalha da vida.
Dia 29 de março de 2008, eu consegui algumas aulas nas escolas do Estado, as disciplinas eram Filosofia e Ensino Religioso para adultos e crianças de 10 à 13 anos, logo em seguida, consegui aulas de Sociologia para adolescentes de 17 à 21 anos. Foram quase 10 meses em sala de aula, antes com a perspectiva do aluno e agora com a perspectiva do professor, portanto, pretendo aqui demonstrar o que conseguir ver meio a tantas sombras que nos impede a visão total do problema que estou abordando, a educação no Brasil.
Quando aluno, eu me revoltava diariamente, pois sempre pensei estar do lado mais fraco do problema e, por isso, era muito rebelde na escola e, também, fora dela. Hoje, percebo que a opressão acontece na ordem decrescente: o Estado obriga as escolas a possuírem um índice de rendimento escolar fora dos padrões possíveis, os dirigentes das escolas obrigam aos professores e funcionários a cumprirem com esses planejamentos ao mesmo tempo em que o professor, através de uma metodologia instrumental que prioriza alunos que respondem melhor aos estímulos ordenados, oprime os alunos igualando a todos e faz com que muitos que se comportam de modos diferentes sejam eliminados deste sistema através da padronização do ensino. Já por parte dos pais, que pressionam os pedagogos e diretores a passar seu filho à próxima série, o mesmo acontece com o Estado que diminui verbas dadas as escolas, caso esta escola tenha um índice de reprovação muito alto. Esta é a rede de opressão que nos IMPÕE um caminho que não queremos e, todavia, as possibilidades de mudança são pouquíssimas.
Nas aulas de Sociologia, eu tentava de tudo para fazer com que os alunos compreendessem o contexto no qual vivem, mas no fim do ano ficou a impressão que quase não consegui dar conta do recado, e o que falei o ano todo em nada adiantou, parece que eu estava dando aulas para surdos, sempre que a sala estava quieta e olhando para mim, eu fazia uma pergunta ordinária e ninguém me respondia, batia um tremendo desanimo me parece que depois que a ditadura militar aboliu o ensino da Sociologia e da Filosofia nas escolas públicas, as pessoas já não conseguem estabelecer uma relação que envolve seu próprio contexto no qual vivem com as idéias alheias que se transformam em pensamento único. Mas, os alunos não têm culpa alguma, eles são tão vítimas como nós professores, pedagogos e diretores que a todo tempo sofremos com a opressão.
Preciso que entendam que o Estado tampouco é o problema, na verdade ele é a solução, o problema se enraíza na diminuição do Estado quando este se retira do espaço público aumentando, assim, a importância do bem privado que exclui a camada da população que precisa dos serviços do Estado para sobreviver. Quando legamos o dever do Estado somente a sua administração, deixamos um grande espaço para as empresas que só tem compromissos com os rendimentos do capital investido, são eles que tomam a frente do Estado e transformam a miséria do povo em uma mercadoria muito rentável que produz lucros enormes e, também, proporciona a “lavagem do dinheiro sujo”. Deste modo, retira a obrigação do Estado que é proporcionar as condições básicas para a manutenção da vida de seus cidadãos. É através do discurso da péssima administração Estatal que a classe dominante obriga os administradores do Estado a “conceder a licença para fornecer serviços a população”, sabemos que este “favor” não vem de graça, o capital aplicado quer retorno, e é pelas verbas públicas vindas do Estado que as empresas privadas superfatura os serviços concedidos ao Estado e, assim, garante o dinheiro investido (LUCRO) que se alimenta da pobreza de grande parte da população pobre.
Esta é a perspectiva que tenho acerca do contexto no qual vivo e que tentei transmitir aos meus alunos, apesar de achar que não fui bem sucedido continuarei nesta profissão de professor por acreditar que a revolução só se realizará quando as pessoas tomarem consciência da injustiça na qual estão submetidas e, assim, criar possibilidades para revoltar e lutar pela melhoria da vida em todos os âmbitos de nossa sociedade.
OBS: É bom lembrar que amanhã tem no centro do rodaviva o delegado Protógenes, assista e entenderá um pouco mais o que se passa atrás das curitinas que esconde os crimes cometido pelas classes dominantes. Assitam pela TV CUltura ou pelo site www.tvcultura.com.br/rodaviva às 22:10 da noite de segunda-feira dia 22/12/2008.
O blog tem o intuito de tentar levar a você uma perspectiva diferente e causar discussão e debate de idéias, contribua, comente.
Redução do consumo individual, adianta e influi na diminuição da destruição do Planeta?
Bom, a uns dias atrás assisti pela TV um cidadão fazendo uma palestra sobre redução do consumo individual como proposta para diminuir a destruição do Planeta e, também, a influência dessa atitude individual perante as outras pessoas.
Então, surgiram algumas questões que estão atormentando minha tranquilidade, como pode acontecer uma diminuição do consumo se a cada dia somos bombardeados por novas informações que nos empurram e nos convence a jogar fora coisas que ainda são úteis para que possamos comprar novas coisas que nos satisfaça momentaneamente.
Mas, este não é o problema principal como veremos mais adiante, no entanto, a diminuição do consumo já está acontecendo, nesta crise que o capitalismo está sofrendo é um problema de produção vs consumo, com os valores pagos para a produção de um produto qualquer pelo método da mais-valia não é possível vender este produto produzido, pois, não há quem compre porque o dinheiro que os trabalhadores recebem é sómente para sua sobrevivência que não inclui a compra de bens de consumo. Para que os produtos produzidos possam ser consumidos é preciso que as instituições financeiras emprestem dinheiro (fictício) para que as pessoas possam comprar os bens que eles próprios produziram e, assim, faça rodar a roleta do cassino chamado Economia. E quando já não é mais possível continuar emprestando para comprar e pagando as dívidas anteriores, ou seja, é o não recebimento do dinheiro que os bancos não tinham mais emprestaram aos trabalhadores que é o grande causador da crise financeira em que vivemos.
Bom, depois desse adendo pretendo colocar o real problema em que percebi na palestra do cidadão (que não lembro o nome) acerca da redução do consumo individual.
Primeiro, as atitudes individuais dentro de uma sociedade elas só dizem respeito ao espaço privado do indivíduo, ou seja, sua casa, dentro de uma sociedade é no espaço público que temos que resolver nossos problemas através do diálogo e do debate, porém, sei muito bem que esse contexto já não se encaixa na nossa sociedade atual que tem como primazia o Espaço privado que invade cada dia mais o espaço público. A proposta de diminuição do consumo individual é uma atitude dos sujeitos enquanto indivíduos que não interfere necessariamente na mudança de uma sociedade de massas. É através do espaço público (rua: lugar onde nos relacionamos com os outros semelhantes e deixamos de ser indivíduo) que poderemos exigir mudanças que altere a estrutura da nossa sociedade, como os movimentos de massas que eram comum em todo século XX.
A invasão do espaço privado que diminuiu o tamanho do espaço público fez com que chegassemos ao um conceito nunca antes visto, que é o conceito de Sociedade de Massas SOLITÁRIAS, isto é, uma sociedade que só se identífica como uma sociedade de compradores individuais que se alienou do mundo ao ponto de não se importar mais com ele, como se fosse possível viver em outro.
A minha resposta a pergunta do texto é NÃO e SIM. Não é possível conter a destruição do mundo de modo individual, isso não quer dizer que o consumo individual ao ser diminuido não gere mudanças, e sim, que essa atitude de diminuir o consumo individual deve ser sómente a primeira ação do homem rumo a uma mudança mais radical. Sómente através da auto-destrição que o próprio sistema capitalista tem como semente dentro de si mesmo (como diria KARL MARX) e a retomada do espaço público como meio para que possamos debater e resolver problemas, é que poderiamos salvar a vida do Planeta.
OBS: Para cada saco de lixo que nós indivíduos produzimos é preciso outros 70 sacos de lixos para fazer este que você leva à esquina todo dia.
OBS2:Incrível o salto de acessos que este blog teve nos últimos dias, isso me deixou muito feliz e me deu animo para voltar a escrever.
Liberdade ao debate de idéias.
O capitalismo matou o FUTEBOL.
Depois de muito tempo sem escrever, voltei, para escrever sobre uma das paixões de minha vida. Não o capitalismo claro, e sim o Futebol.
Neste momento, estou vendo uma entrevista do Zico e surgiram alguns pensamentos que resolvi compartir com os poucos leitores que tem acesso a este blog.
Bom, há muito tempo já não vemos mais amor ao esporte, tanto por parte dos torcedores como por parte dos jogadores. O Futebol virou MERCADORIA, conseguiram coisificar a maior paixão da humanidade. O único esporte que pára o mundo inteiro para ver o campeonato do mundo. Não há outro esporte que move tanta paixão como o Futebol.
O Capital não perdoa, como uma raposa se apropriou da maior paixão da humanidade para transformá-lo em uma grande opção para lavar o dinheiro sujo do capital financeiro, do tráfico, da sonegação de impostos, desvio de verbas (corrupção). E também, a invasão dos bancos no circuito do futebol, a compra de juízes como foi o caso no campeonato Brasileiro de 2004 (se não me engano, quando o corinthans ganhou), e provavelmente a Copa do Mundo, também é manipulada por sua cúpula para favorecer e encobrir erros de governos corruptos e mal administrados.
Deixa-me muito triste saber destas manipulações e, como está sendo a capitalização do futebol. Cada vez mais torcemos não para um time, e sim, para uma instituição que mantém as financias deste clube. Os dirigentes já não se importam com os torcedores, estes os únicos que não tem culpa pela calamidade que passa o futebol. Os ingressos cada vez mais caros, a diretoria que ajuda e é conveniente com as torcidas organizadas, mantendo estas organizações que impõe medo e terror nos estádios.
O êxodo do torcedor do estádio não tem nenhuma importância para os times, cada vez mais os estádios ficam vazios, cada vez menos o jogador cria identidade com a torcida e com o time. As torcidas organizadas são manipuladas e só protestam contra aqueles que não financiam seus custos. O mesmo se passa com a Seleção brasileira, que ao final de um jogo, já não desembarca no seu próprio país. A identidade das pessoas com o futebol está em xeque. E o grande responsável por isso tudo é a velha raposa de nome Capitalismo, que conseguiu coisificar mais uma paixão, o FUTEBOL. Roubaram-nos quase tudo, saquearam o nosso povo e levaram também nossa tradição. O que resta agora é a nostalgia de tempos dourados do futebol mundial, desde os radialistas que narravam a partida com grande emoção, ao jogador que entrava em campo só pelo fato de representar aquele time que torcia desde criança.
Desculpa, por não atualizar o blog, tive alguns problemas e só agora minha vida esta voltando ao normal.
Alta de preço dos alimentos. Salve-se quem puder.
Bom há um tempo que venho me decepcionando com o nosso presidente o antes respeitável Sr. Luis Inácio Lula da Silva, e hoje servo do capital financeiro. É com muito desagrado que manifesto minha indignação a cerca de “nossa” vontade infinita de imitar nosso primo rico (USA). O Brasil junto com os Estados Unidos da América são os principais culpados pela repentina alta de preços dos alimentos, e o irracionalismo do racionamento de arroz, em diferentes partes do mundo. Qual é o problema? Justamente, a tentativa de manter o mercado funcionando a qualquer custo, transformando os alimentos (que necessitamos para viver) em alimento para coisas, ou seja, combustível de máquinas. São os BIOcombustíveis os responsáveis pela alta de preços dos alimentos. Como retirar comida de grande parte da população para manter funcionando algumas máquinas, qual é a justificativa ética para isso?
Temos em nosso país, uma grande área que poderia ser destinada a alimentação de todos os brasileiros, isso não acontece, pelo fato de que, o governo prefere o superáfit primário em suas contas que, investir em agricultura familiar, tendo em vista que, é através da agricultura familiar (pequeno agricultor) que é produzido os alimentos consumidos por grande parte dos brasileiros. A preferência pela monocultura faz com que, o Brasil, produza matéria-prima para exportação, sendo que, importa o produto final (industrializado), como acontecia a 50 anos à traz, quando o Brasil era desindustrializado.
Como é possível um governo que se diz de esquerda, não só produzir como incentivar a implementação dos biocombustíveis na Africa, Ásia e América, sendo que, são esses os países que mais sofrem e sofrerão com a falta e aumento dos preços dos alimentos. Onde queremos chegar? No aniquilamento total da raça humana? Não vejo saída para nossa espécie (e nosso planeta) se continuarmos trocando alimentos por combustível, que só alimentará as guerras por comida e água. Combustível esse que destrói o planeta, tanto indiretamente (no caso do aumento de preços dos alimentos com os biocombustíveis) e diretamente (com a emissão de gazes poluentes que destroem a possibilidade de vida na terra).
Vivemos em um período de transição, devemos escolher nosso caminho. Ou fingimos que não existe nenhum problema, e vivemos no máximo mais 50 anos no ritmo frenético de exploração ou nós mudamos todo o sistema em que vivemos com fins na permanência e preservação da vida na Terra.
Me parece que a primeira alternativa esta mais próxima. Me falta esperança, mais tomara que eu esteja errado, torço para isso, precisamos despertar de “nossos sonhos”, não existe desenvolvimento ou progresso, nos mentiram quando prometeram LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE, o pilar da idade moderna esta ruindo e salve-se quem puder.
Monteiro Lobato estava certo: Existe petróleo no Brasil. E a História do petróleo tupiniquim.
Na década de 1930, Monteiro Lobato, um dos maiores escritores que o Brasil já pariu, começa a campanha de busca pelo petróleo. Funda diversas empresas na tentativa de encontrar o “ouro negro”. Em vão, Lobato é preso pela ditadura do Estado Novo do presidente Getúlio Vargas, com sua influência consegue a liberdade mais morrerá antes de ver seu sonho realizado. Lobato morre em 1944, e logo em seguida, o Brasil encontrar o dito cujo, Monteiro Lobato estava certo, existe sim petróleo no Brasil.
Depois da rápida história de como foi a luta para que o governo começasse a buscar petróleo, logo depois da descoberta do petróleo, inicia-se uma campanha pelo Soberania nacional sobre o petróleo, mais precisamente no ano de 1950 depois da campanha O Petróleo é Nosso, o presidente Getúlio Vargas, o mesmo que prendeu Lobato, cria a empresa estatal PETROBRAS, dando a ela o único direito de exercer a extração do petróleo, tendo em vista que, o petróleo deveria criar meios (leia-se Capital) para o desenvolvimento do país.
A PETROBRAS é mantida estatal nos diversos governos ditatoriais que existiram no Brasil (de 64/84), mais em 1988 ano da primeira eleição livre (democrática) depois de duas décadas de ditadura, é eleito um sujeito chamado Fernando Collor de Melo, é o presidente encarregado de abrir as portas do Brasil (leia-se abrir as pernas), depois de uma ditadura sangrenta e cruel, elegemos um presidente com pinta de galã de cinema, para o renascimento da nação. É Fernando Collor, o primeiro a começar a destatização da PETROBRAS, é ele quem começa a entregar o “dito cujo” ao capital financeiro externo, não só o petróleo como todo o país foi entregue ao capital estrangeiro. É com Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil de 1995 à 2002, que o processo de venda dos bens brasileiros é concretizado, é neste governo que o serviço de telecomunicações, os bancos estatais, a Vale do Rio Doce (maior produtora de minério do mundo), à PETROBRAS são vendidos a preço de banana para o capital externo, ou seja, privatizaram as principais instituições de arrecadação de capital do estado. Do período de 64/84 sofremos com a ditadura militar e de 88/02 com a ditadura (invisível) neoliberal.
Ano passado foi encontrada uma grande bacia de petróleo, a reserva TUPI, no litoral de Santos-SP, o petróleo foi encontrado no oceano, é da PETROBRAS a tecnologia de exploração em aguas profundas, investimetno de mais de 50 anos, para ser entregue de bandeja para o capital extenro.
Esta semana foi anunciado que a PETROBRAS encontrou uma reserva de petróleo 5 vezes maior que a reserva de TUPI, é a maior descoberta dos últimos 30 anos em todo o mundo. O interessante é que as duas descobertas de reservas de petróleo ditas acima, aconteceram fatos semelhantes, o roubo de informações secretas do Estado. Na primeira as informações estavam sendo trasportadas em um lap top dentro de um contender e foram roubadas, a polícia trabalha com a hipótese de roubo comum. O anúncio feito esta semana, de um possível descobrimento de novas reservas de petróleo no Brasil, não é um anuncio oficial, e sim do presidente da ANP (agência nacional do petróleo), como pode ter acontecido duas vezes o problema com o vazamento de informações secretas do Estado. Há algo de muito nebuloso nesta história, alguem realmente deve estar ganhando com isso, mas temos certeza que o Povo Brasileiro não é.
No próximo post, analisarei de que forma foi dada a notícia da descoberta de uma possível reserva gigantesca de petróleo no Brasil.
The Corporation
Você sabe o que é uma corporação? Quais são suas atividades? Seus aliados? Como fazem para indentificar estas maquinas de lucros com nossos sonhos mais metafísicos? Como nos escondem a face negra das grandes corporações? Há possibilidades de mudar este contexto?
Perguntas que são respondidas pelo documtário The Corporation, farei aqui uma breve síntese deste documentário que assisti pela segunda vez hoje, e me senti obrigado a divulgar-lo.
As corporações nasceram de uma lei que deveria dar os mesmos direitos (de viver, o da propriedade privada, e a liberdade) aos negros americanos depois da libertação da escravidão. Aproveitando esta lei, um grupo de advogados se reuniram para pedir esses mesmos direitos a um grupos de investidores, criando a chamada pessoa juridica. Com isso, uma corporação tem os mesmos direitos que qualquer cidadão, sem ao menos existir de fato, é o mesmo que dar direitos a um prédio ou a uma mesa. É com a finalidade de diminuir a responsabilidades das pessoas envolvidas que foi criada este novo tipo de “pessoa juridica” que só existe formalmente. Seu objetivo é ter o máximo de lucros possíveis, não importando os meios para tal fim, é com a legitimidade governamental que estão as bases para a criação e expansão das corporações. Tendo seu único fundamento no lucro, as empresas não poupam atitudes para este fim, ou seja, é uma “pessoa” imortal e imoral, já que não necessitam seguir qualquer regra ou lei que poderia reger suas ações.
A principal arma utilizada pelas corporações para lograr validade perante os indivíduos é relacionando seus produtos com “desejos inatos a todos”, o de ser feliz, ter saúde, ser bem sucedido, ou se quisermos chamar o sonho de vida americano. Criam se necessitades, fetiches, desejos que até então não existia, é com o bombardeio de informações que somos induzidos a acreditar que realmente precisamos deste ou daquele produto. A felicidade nos é colocada a venda, junto com a juventude eterna, a beleza, o amor. É necessário que as empresas vinculem suas imagens a estes sonhos metafísicos, para que pensamos ter ao alcance áquilo que nos falta em nossas vidas. Assim, esquecemos ou não logramos saber seus métodos málignos para a obtenção do lucro a todo custo, obrigando trabalhadores dos países subdesenvolvidos a trabalhar por U$0,05 centavos a hora, e não só a exploração de menores de idade e longas jornadas de trabalho, que também as grandes corporações são a causa da presente destruição da vida na terra, pela exploração desenfreada dos recursos naturais, a grande emissão de gazes poluentes e o grande acumulo de lixo que são dispejados em qualquer lugar poluindo o solo e os rios.
E a grande pergunta é possível mudar este contexto no qual estamos cirncunscrito? O filme é muito otimista, ele foi montado de um modo pelo qual somos levados a indgnação e no fim somos lançados a vontade de fazer algo para uma mudança real. É através da concientização dos indivíduos involucrados, pressionando os governos de seus respectivos países, a formulações de leis que imponham limites as ações das corporações, é também, aproveitando as brechas que o próprio sistema nos oferece que esta a arma para derrotar-lo.
O documentário termina com a frase de que ”se for lucrativos para os ricos, eles venderão a corda que os enforcarão”, assim, com este desfecho otimista é que somos impulsonados a fazer o que esta ao alcance para mudar a realidade presente.
Bom esta foi uma breve exposição do documetário, se não encontrarem mandem-me emails que eu lhes envio uma cópia en DVD, mas se tiverem a oportunidade comprem, ajudem os produtores deste documentário.
Comentem!
Final de Semana marcado pela Luta da Via Campesina e suas mulheres
Depois de algum tempo se postar*, abro um espaço aqui neste blog temático, para me apresentar totalmente favorável a LUTA das mulheres da Via Campesina em todo o país, com muita coragem, sabedoria e ação, estas bravas mulheres, invadiram o laboratório de experimentos de milho transgênico da Monsanto no estado de São Paulo, lembrando que foi liberado foi liberado pelo governo LULA a comercialização de alimentos transgênicos no Brasil. O movimento realizou diversas manifestações simultâneas em todo o país, na embaixada da Suiça (por ser o país de origem da Stora-Enso) no Rio de Janeiro, também houve manifestações em frente a sede da Syngenta como em outros diferentes lugares marcando a JORNADA NACIONAL DE LUTAS DA VIA CAMPESINA.
Eu apóio incondicionalmente as ações realizadas pela Via Campesina por estar de acorde em que a legalização do milho transgênico é um ato contra a soberania do povo brasileiro, já que coloca nas mãos das grandes empresas, a manipulação das sementes, isso leva aos diversos problemas que são indentificados como desrtos verdes, ou seja, a implementação de monocultura que causa a destruição da biodiversidade ambiental, e também, os possíveis males ainda não comprovados que sementes geneticamente modivicados podem trazer a saúde humana. Todavia, é a causa do exôdo rural, tendo em vista que, a manipulação das sementes pelas empresas, torna inviável o plantio de alimento orgânicos pelos pequenos trabalhadores rurais (já que elas controlaram os preços das sementes), e sabemos que as necessidades de alimentos do país é suprida pela agricultura familiar que produz o alimento para o consumo interno, a monocultura já é hoje quase toda voltada para exportação e produção de biocombustíves, caso a agricultura familiar se torne inviável, o preço dos alimentos subirá, apesar de que isso já acontece pelo excesso de latifundios e priorização do cultivo de uma espécies em larga escala.
É por estes e muitos outros motivos que abro um espaço em meu blog para manifestar o meu apoio à luta da Via Campesina e o importante papel realizado pelas corajosas mulheres que se organizaram e lutam.
Aqui está o link do MANIFESTO DAS MULHERES DA VIA CAMPESINA DO RIO GRANDE DO SUL, o site é o http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2008/03/413625.shtml
O SEU COMENTÁRIO É MUITO IMPORTANTE.
*No próximo post, retornaremos ao tema do blog, e será sobre os fundamentos dos princípios do homem moderno, uma tentativa de explicar o porque que com o fim da tradição ou da esfera do sagrado no ocidente, isso contribui para o enfraquecimento do indivíduo perante sua cultura e os problemas desse novo modo de vida.