Código Z: o mal estar social

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Operação Condor (Plan Cóndor)

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Operação Condor ou Plan Cóndor (nome em espanhol), este é o nome da rede que colocava em contato os regimes militares dos países como Chile (criador da operação), Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, com o fim de trocar informações sobre os subversivos, troca de informações de modos de tortura (especialmete com Brasil que tinha uma grande experiências de táticas de tortura), e também, existia o intercânbio de presos, ou seja, as polícias nacionas tinham total liberdade para prender compatriotas em território externo (como foi o caso descoberto da polícia uruguaia quando prendeu uma cidadã uruguaia em território brasileiro).

A operação Condor nasceu em 1975 no Chile, no periodo da ditatura de Augusto Pinochet ditador que sucedeu (por um golpe de estado) o Presidente eleito democraticamente Salvador Allende (presidente que buscava implantar um socialismo democrático no Chile), a operação condor nasceu com a finalidade de trocar informações com outros países (que também possuiam governos militares) para manutenção da ordem e melhor “acompanhamento” dos subversivos. Mas tomou proporções enormes, como conferências entre as polícias dos países envolvidos, para obter novas formas de tortura, e novos modos de esconder os corpos. A operação Condor não se manteve no ambito político, esteve também, no ambito universitário, existia dentro das universidades professores, acadêmicos, reitores, e outros funcionários, que foram implantado pelas ditaduras de países do Cone Sul para “monitorar” os atos e manifestações que iam de encontro com os interesses da classe domintante em questão (os militares).

Esta rede que unia todo Cone Sul foi fundamental para sufocar e destruir qualquer resistência que poderia ocorrer. Os militares justificavam constantemente as ações de repreenção, em vista do medo ao espectro do “comunismo” que rondava a América do Sul, foi com a desculpa de destruir o “TERRORISMO” que os governos militares se uniram para barrar esse Mal ao Cone Sul.

Foram milhares de mortos e de desaparecidos, centenas de crianças raptadas e abandonadas pelos governos militares (crianças que eram roubadas de suas famílias e deixadas em outros países para serem adotados por pessoas “normais”, ou seja, famílias que não tinham nenhuma restrição aos governos militares), essas são algumas das crueldades que foram feitas pelos governos militares nos países do Cone Sul, e é somente, a superficie de todo o problema, quando for aberto os aquivos das ditaduras veremos toda a crueldade e todo o HOLOCAUSTO que ocorreu na América Latina e não é conhecido nos livros de história.

Há pouquissimas coisas sobre a Operação Condor, mais podemos encontra entre livros e documentários, fontes para uma maior investigação e resgate da memória de compatriotas e irmãos de otros países que lutaram contra a ditadura e por uma sociedade igualitária. 

Escrito por paulo

28/05/2008 em 00:26

Alta de preço dos alimentos. Salve-se quem puder.

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Bom há um tempo que venho me decepcionando com o nosso presidente o antes respeitável Sr. Luis Inácio Lula da Silva, e hoje servo do capital financeiro. É com muito desagrado que manifesto minha indignação a cerca de “nossa” vontade infinita de imitar nosso primo rico (USA). O Brasil junto com os Estados Unidos da América são os principais culpados pela repentina alta de preços dos alimentos, e o irracionalismo do racionamento de arroz, em diferentes partes do mundo. Qual é o problema? Justamente, a tentativa de manter o mercado funcionando a qualquer custo, transformando os alimentos (que necessitamos para viver) em alimento para coisas, ou seja, combustível de máquinas. São os BIOcombustíveis os responsáveis pela alta de preços dos alimentos. Como retirar comida de grande parte da população para manter funcionando algumas máquinas, qual é a justificativa ética para isso?

Temos em nosso país, uma grande área que poderia ser destinada a alimentação de todos os brasileiros, isso não acontece, pelo fato de que, o governo prefere o superáfit primário em suas contas que, investir em agricultura familiar, tendo em vista que, é através da agricultura familiar (pequeno agricultor) que é produzido os alimentos consumidos por grande parte dos brasileiros. A preferência pela monocultura faz com que, o Brasil, produza matéria-prima para exportação, sendo que, importa o produto final (industrializado), como acontecia a 50 anos à traz, quando o Brasil era desindustrializado.

Como é possível um governo que se diz de esquerda, não só produzir como incentivar a implementação dos biocombustíveis na Africa, Ásia e América, sendo que, são esses os países que mais sofrem e sofrerão com a falta e aumento dos preços dos alimentos. Onde queremos chegar? No aniquilamento total da raça humana? Não vejo saída para nossa espécie (e nosso planeta) se continuarmos trocando alimentos por combustível, que só alimentará as guerras por comida e água. Combustível esse que destrói o planeta, tanto indiretamente (no caso do aumento de preços dos alimentos com os biocombustíveis) e diretamente (com a emissão de gazes poluentes que destroem a possibilidade de vida na terra).

Vivemos em um período de transição, devemos escolher nosso caminho. Ou fingimos que não existe nenhum problema, e vivemos no máximo mais 50 anos no ritmo frenético de exploração ou nós mudamos todo o sistema em que vivemos com fins na permanência e preservação da vida na Terra.

Me parece que a primeira alternativa esta mais próxima. Me falta esperança, mais tomara que eu esteja errado, torço para isso, precisamos despertar de “nossos sonhos”, não existe desenvolvimento ou progresso, nos mentiram quando prometeram LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE, o pilar da idade moderna esta ruindo e salve-se quem puder.

Será que entendemos mesmos as notícias?

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Bom como primeiro post* escolhi a notícia do massacre israelense na faixa de Gaza. Será que realmente entendemos o que está em jogo quando Israel assassina a 117 pessoas (a metade deste número são civis).

A manchete de um dos jornais mais lidos do brasil, o Estadão, tem como titulo da notícia ”Após retirada, Israel ameaça realizar novas ações em Gaza.”

Esta é a notícia: “JERUSALÉM – Israel retirou na manhã desta segunda-feira, 3, seus tanques e blindados do norte da Faixa de Gaza após uma ofensiva de seis dias que deixou pelo menos 117 mortos e que encerrou as negociações por um acordo de paz entre israelenses e palestinos. O Hamas comemorou a retirada e considerou-se o vencedor nos violentos confrontos com o Exército de Israel, que afirma que promoveu a ofensiva para contar o disparo de foguetes contra alvos israelenses. O primeiro-ministro Ehud Olmert disse, após o retorno de tropas do país da Faixa de Gaza, que futuras ações militares israelenses ainda devem acontece.”

Analisaremo pois está notícia, começando pelo título da manchete rescreverei para melhor compreenção da notícia: Após retirada do exército, Israel ameaça novos ataques na faixa de Gaza. Se anunciada a notícia desta forma não muda o modo pelo qual absorvemos está informação.
Vamos à notícia: Reparem na parte da notícia que diz ”depois da ofensiva… Israel encerra o acordo de paz com os palestinos”. Agora pensemos juntos, qual acordo de paz que interessa a Israel? Já que o desejo de Israel é fazer com que os Palestinos abandonem seu território. ”Ação” que foi colocada em prática desde 1947-48 (quando foi decretado o estado de Israel). De lá para cá, Israel investe em invasões de territórios palestinos e a criação de assentamentos Judeus. O único acordo de paz que Israel realmente aceitará será a rendição dos Palestinos e a tomada de seu território.

Segundo ponto da notícia: ”Hamas comemora retirada de Israel e se considera vencedor do conflito.” Como comemora?
Comemora as 117 mortes dos Palestinos?  As constantes invasões israelense? Não existe comemoração, existe sim um alivio pela trégua de fogo, que logo retornará.
Pequenas palavras que mudam nosso modo de ver e absorver as notícias.
Na continuação da notícia, a explicação do porque das “AÇÕES” do exército israelense: “que afirma que promoveu a ofensiva para conter o disparo de foguetes contra alvos israelenses.” Desde quando Israel precisa de motivos para atacar?
Só o fato dos Palestinos resistirem as forças invasoras já é motivo para ataque israelense.
Ataques deste tipo ocorre a pelo menos 50 anos, eles não precisam de motivos claros.
Vamos para a última parte da notícia: ”O primeiro-ministro Ehud Olmert disse, após o retorno de tropas do país da Faixa de Gaza, que futuras ações militares israelenses ainda devem acontecer.”
Ou seja, está claro que não foi e não será a última ofensiva de Israel. Enquanto houver resistência (palestina), haverá ataques israelense. Para um acordo de paz a renvidicação Israelense é a aniquilação ou a retirada total do povo palestino.

Quando percebemos o modo pelo qual as informações nos chegam e conseguimos processá-las de maneira clara, distinguiremos como devemos receber esta informação. Fazendo com que não seja possível a impossição de formas de pensar. As notícias são moldadas de tal forma para que ao ler-las, o leitor esteja de acordo com o posicionamento político do jornalista ou redator, assim,  nós somos levados a conclusões muitas vezes erradas.
Só o que penso em fazer neste blog é apresentar outras formas de ler os SINAIS E SÍMBOLOS que nos chegam aos sentidos todos os dias.

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Escrito por paulo

03/03/2008 em 15:59