Código Z: o mal estar social

Archive for the ‘Midia’ Category

Desejo de Status (Status Anxiety)

sem comentários

Todos nós sofremos de um terrível mal: o DESEJO DE STATUS.

Esta é uma das primeiras frases do livro Desejo de Status do autor Alain Botton. O autor busca compreender o que ele denomina de “doença coletiva” que induz as pessoas a agir de certa forma, a busca pelo Status. Deste modo, os homens dão validade a seus princípios de acordo com a aprovação ou a reprovação do outro (que também tem fundamentado seus princípios para agir de modo alheio ao próprio Eu). É a busca de ser bem visto aos olhos dos outros que impulsiona o homem a agir de acordo com o “correto” e aprovado pelas pessoas a sua volta.

Esta dependência recíproca dos homens – a aprovação de suas atitudes – tem como fundamento a idéia da organização da sociedade de modo meritocrático. A meritocracia faz com que percebemos nitidamente as pessoas que são suficientemente “boas” para ser admiradas e seguidas, e as pessoas que não venceram na vida, que são inútil para a sociedade, estes são chamados de ninguém. É uma sociedade de VENCEDORES e PERDEDORES, de pessoas que possuem valor para os outros e de pessoas que só atrapalham a vida dos vencedores. A mobilidade social fez com que as pessoas fossem qualificadas de acordo com seu status ou sua capacidade de “vencer”.

sso fez com que as pessoas só tivessem valor perante os olhos dos outros (os “vencedores”, a minoria). Já a outra parte da população que é maioria, são formada pelos “perdedores”, aqueles que são burros, ignorantes ou preguiçosos, e por isso, não se empenharam em “vencer” na vida. Há uma completa inversão de valores. Antes na Idade Média, pela sociedade ter tido como seu fundamento o Cristianismo, os pobres eram aqueles que sofriam e trabalhavam duro mais eram visto pelos nobres e pelo clero como importantíssimos para o funcionamento da sociedade, sem os camponeses não haveria comida para a classe dominante. Com o fim da Idade Média, esses valores são invertidos, Adam Smith é um dos principais pensadores a tentar estabelecer uma nova ordem, ele afirmava que agora eram os ricos que sustentavam os pobres, estes não sobreviveriam caso os ricos não gastasse exageradamente. Inverte-se os valores, os pobres deixam de ter importância para o funcionamento da sociedade, para ser os culpados de sua própria desgraça. E é retirada a culpa dos ricos (vencedores) que alivia o peso de sua consciência.

Leiam o livro Desejo de Status, é muito importante para poder entender os motivos que levam as pessoas a agir, e de que modo somos influenciados e porque agimos contra nossa verdadeira vontade.

Escrito por paulo

27/06/2008 em 15:13

Final De Semana no Parque

sem comentários

Este post não precisarei falar nada, o “Mano Brown” é claro o bastante. Esta música é o retrato da concentração de renda no Brasil e a diferença de perspectiva entre as classes socials (rico/pobre). Leiam e escutem a música ao mesmo tempo. É do disco Holocausto Urbano dos Racionais Mc’s (um dos principais expoente do rap brasileiro e porta voz da juventude negra brasileira).

Chegou fim de semana todos querem diversão
Só alegria nós estamos no verão,
mês de Janeiro, São Paulo, Zona Sul
Todo mundo a vontade, calor, céu azul
Eu quero aproveitar o sol
Encontrar os camaradas prum basquetebol
Não pega nada
Estou à 1 hora da minha quebrada
Logo mais, quero ver todos em paz
Um, dois, três carros na calçada
Feliz e agitada toda “playboyzada”
As garagens abertas, eles lavam os carros
Disperdiçam a água, eles fazem a festa
Vários estilos, vagabundas, motocicletas
Coroa rico boca aberta, isca predileta
De verde florescente, queimada sorridente
A mesma vaca loura circulando como sempre
Roda a banca dos playboys do Guarujá
Muitos manos se esquecem mas na minha não cresce
Sou assim e estou legal, até me leve a mal
Malicioso e realista sou eu Mano Brown
Me de 4 bons motivos pra não ser
Olha meu povo nas favelas e vai perceber
Daqui eu vejo uma caranga do ano
Toda equipada e o tiozinho guiando
Com seus filhos ao lado, estão indo ao parque
Eufóricos, brinquedos eletrônicos
Automaticamente eu imagino
A molecada lá da área como é que tá
Provavelmente correndo pra lá e pra cá
Jogando bola descalços nas ruas de terra
É, brincam do jeito que dá
Gritando palavrão é o jeito deles
Eles não tem video-game, às vezes nem televisão
Mas todos eles tem um dom São Cosme São Damião
A única proteção.
No último Natal Papai Noel escondeu um brinquedo
Prateado, brilhava no meio do mato
Um menininho de 10 anos achou o presente,
Era de ferro com, 12 balas no pente
E fim de ano foi melhor pra muita gente
Eles também gostariam de ter bicicleta
De ver seu pai fazendo cooper tipo atleta
Gostam de ir ao parque e se divertir
E que alguém os ensinasse a dirigir
Mas ele só querem paz e mesmo assim é um sonho
Fim de semana do Parque Sto. Antônio.

Vamos passear no Parque
(Deixa o menino brincar)
Fim de Semana no parque
Vamos passear no Parque
(Vou rezar pra esse domingo não chover)

Olha só aquele clube que da hora
Olha aquela quadra, olha aquele campo, olha,
Olha quanta gente
Tem sorveteria, cinema, piscina quente
Olha quanto boy, olha quanta mina
Afoga essa vaca dentro da piscina
Tem corrida de kart dá pra ver
É igualzinho o que eu vi ontem na TV
Olha só aquele clube que da hora,
Olha o pretinho vendo tudo do lado de fora
Nem se lembra do dinheiro que tem que levar
Pro seu pai bem louco gritando dentro do bar
Nem se lembra de ontem de onde o futuro
Ele apenas sonha através do muro…
Milhares de casas amontoadas
Ruas de terra esse é o morro
A minha área me espera
Gritaria na frente (vamos chegando !)
Pode crer eu gosto disso mais calor humano
Na periferia a alegria é igual
É quase meio dia a euforia é geral
É lá que moram meus irmãos, meus amigos
E a maioria por aqui se parece comigo
E eu também sou bam bam bam e o que manda
O pessoal desde às 10 da manhã está no samba
Preste atenção no repique, atenção no acorde
(Como é que é Mano Brown ?)
Pode crer pela ordem
A número número 1 em baixa renda da cidade
Comunidade Zona Sul é dignidade
Tem um corpo no escadão a tiazinha desse o morro
Polícia a morte, polícia socorro
Aqui não vejo nenhum clube poliesportivo
Pra molecada frequentar nenhum incentivo
O investimento no lazer é muito escasso
O centro comunitário é um fracasso
Mas aí se quiser se destruir está no lugar certo
Tem bebida e cocaína sempre por perto
A cada esquina, 100, 200 metros
Nem sempre é bom ser esperto
Schimth, Taurus, Rossi, Dreyer ou Campari
Pronúncia agradável, estava inevitável
Nomes estrangeiros que estão no nosso meio pra matar
M.E.R.D.A.
Como se fosse hoje ainda me lembro
7 horas, Sábado, 4 de Dezembro
Uma bala uma moto com 2 imbecis
Mataram nosso mano que fazia o morro mais feliz
E indiretamente ainda faz, mano Rogério esteja em paz
Vigiando lá de cima
A molecada do Parque Regina.

Vamos passear no Parque
(Deixa o menino brincar)
Fim de Semana no parque
Vamos passear no Parque
(Vou rezar pra esse domingo não chover)

Tô cansado dessa porra, de toda essa bobagem
Alcoolismo, vingança, treta, malandragem
Mãe angustiada, filho problemático
Famílias destruídas, fins de semana trágicos
O sistema quer isso a molecada tem que aprender
Fim de semana no Parque Ipê.

Vamos passear no Parque
(Deixa o menino brincar)
Fim de Semana no parque
Vamos passear no Parque
(Vou rezar pra esse domingo não chover)

Escrito por paulo

23/05/2008 em 06:14

Publicado em Arte, Conflito Urbano, Midia, Ética

Quando o “entretenimento” deixa de ser diversão, e passa a ser manipulação de massas.

com um comentário

Ontem por acaso, em meio à conversas na sala de casa, a Tv estava ligada justamente na novela (folhetim) das oito (horário de maior audiência). Nos momentos em que terminavamos os assuntos, eu prestava a atenção na novela, lembrando de quando era adolescente, assistia a algumas novelas (como um jóvem comum), e me dava conta, que sempre hávia uma conexão com alguns personagens (de bom caráter) em relação aos produtos que estes utilizavam (as novelas também como veículo para a divulgação de algum produto ou propaganda deste). Bom, tendo em vista que, um produto cultural (no caso do folhetim) precisa de verbas para se manter, é até “aceitável”, porém, o que vi ontem não foi a divulgação de um produto (coisa), e sim, una propaganda ideológica referente aos interesses da classe dominante.

É inadimissível que um veículo de comunicação de massa, manipule seus telespectadores, levando em conta que, as novelas tem o caráter de divertir (entreter o telespectador), e não formar opiniões de maneira obscuras, colocando idéias de cunho político na boca de seus personagens, me refiro a campanha - que uma personagem da novela das oito da TV GLOBO – chamada de “BASTA!”, movimento (que se desenvolve na ficcão) que se diz ‘apolítico’ e ‘apartidário’ que representa a sociedade brasileira. Para mim, está claro o movemento de manipulação, este movimento “BASTA!” MOVIMENTO FICCIONAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA QUE QUER UM BASTA PARA OS PROBLEMAS POLÍTICOS DO PAÍS, é referência ao moviemento político real da SOCIEDADE PAULISTANA que se chama “CANSEI!”, movimento que realizou atos de protestos, formado em grande parte pela “elite” paulistana, em meados de setembro ou outubro do ano passado.

Até quando será permitido, que um veículo de comunicação que chega a quase todos os lares brasileiros, tenha a “liberdade” para manipular seus telespectadores, com a desculpa que não pode ser censurado, pois a censura é algo antidemocrático? E lembrando que, são as mesmas pessoas que estavam à favor da censura na ditadura militar (64/84).

Antidemocrático é inventar notícias, com a intenção de confundir o entendimento das pessoas, antidemocrático é utilizar de meios ilícitos para impor uma ideologia, de modo que o cidadão que assiste, não consegue ter uma distinção dos fatos que ocorrem (real/ficção). É preciso criar um órgão que fiscalize tudo que é divulgado nos meios de comunicação, e impor grandes multas para aqueles que desrespeitam as leis. 

Escrito por paulo

13/05/2008 em 18:43

Estado de Sítio (État de Siège).

sem comentários

Estado de Sítio, é um filme dirigido por Costa-Gavras, se passa no Uruguay nos 70 e em plena ditadura militar. É sobre um grupo político-militar (TUPAMARU), que tenta através de roubos de instituições financeiras e sequestro de pessoas chaves para o governo, deste modo, conseguiram divulgar as falácias e os crimes que o Estado comete contra seus cidadãos e, também, a tentativa de reestaurar a liberdade para todos.

Foram sequestrado dois personagens chaves para a manutenção da ditadura no Uruguay, o consul brasileiro, que auxiliava os militares uruguayos com táticas de tortura e mantinha, assim, uma rede de informações sobre os subversivos entre os governos militares na América do Sul (Operação Condor), o Consul brasileiro ajudou a montar um grupo de extermínio chamado ESQUADRÃO DA MORTE (grupo responsável pelas mortes de pessoas que lutava contra o regime, os assassinos eram civis pagos pelo governo para matar, é preciso lembrar que a polícia brasileira já utilizava esta ferramenta para eliminar seus inimigos). E também, foi sequestrado um agente disfarçado da C.I.A, que coordenava os policiais uruguayos para agir de acordo com os ensinamentos aprendidos nos EUA.

Os sequestradores (o grupo revolucionário TUPAMARU) mantém interrogatórios com os sequestrados, e demonstra como foram as reuniões militares nos Estados Unidos; e no Brasil, houve uma conferência dos países do cone sul que tinham regimes ditatoriais governados por militares, esta conferência ensinou aos militares presentes diversos modos de tortura (na conferência foram feitas experiências com homens-cobaias para demonstrar o modo de proceder na tortura). Este filme mostra também os interesses em jogo, quando os Estados Unidos invadem a República Dominicana, nos anos 60, quando estavam lá com o interesse em assegurar os negócios de uma grande corporação de frutas.

O filme dá informações muito importante de como esta organização (Frente de Líberación Nacional TUPAMARU) arquitetaram todo o projeto, quais foram seus ideais, de que forma os sequestros contribuíram para que quase o presidente do Uruguay pedisse a renúncia e o modo como o governo americano agiu para fazer com que as autoridades dos países entregassem toda sua riqueza.

Vejam o Filme, é muito importantes, buscar meios alternativos de informação para que possamos entender melhor o que acontece e o que aconteceu a nossa volta.

Escrito por paulo

01/05/2008 em 22:06

Televisão = Confusão

sem comentários

Bom, há um tempo venho pensando sobre como é possível que um veículo como a Televisão que alcança comunicação com quase todos os brasileiros, pode ser de uma maneira tão discarada, uma tirania da informação? Como é possível que às pessoas que fazem televisão, em nenhum momento, falem coisas que realmente são relevantes.

Há um tempo atraz assisti ao programa Roda Viva, que passa todas às segundas-feiras na TV Cultura, e o entrevistado atendia por Pach Adams, provavelmente vocês já devem ter escutado este nome do filme Pach Adams, o doutor da alegria (com Robin Willians). Este cidadão americano disse coisas realmente relevantes, primeiro ele fez com que os jornalistas (que o estavam entrevistando) respeitasse os prórpios colegas, ou seja, faziam uma pergunta ao entrevistado, e logo, o entrevistado pressupunha que o perguntador desejasse uma resposta completa, não deixando que outro jornalista o interrompesse com outra pergunta. Na maioria das vezes, os jornalistas se acham no direito de recortar a resposta dada pelo entrevistado, para distorcer um fato ou aumentar o acontecido, até mesmo ao ponto de inventar caso seja necessário para encaixar em sua matéria.

O Pach Adams falou coisas que realmente eu nunca na vida escutei ser dita dentro da caixa de imagens (TELEVISÃO), como a importância de programas que resalte a inteligência do indivíduo. Na maioria dos casos, os meios de comunicação, pressupõe que somos menos inteligentes que uma porta ou lembrando das palavras do senhor William Bonner - o Jornal Nacional (jornal televisio mais popular) está voltado ao telespectádor HOMER SIMPSONS, aquele que não consegue entender as notícias. E coloca, a culpa na falta de escolaridade da maioria da população, o motivo pelo qual exite programas que ofendem nossa capacidade de entendimento. Isso é mentira, fazem isso não porque o povo não gostará de algo que o faça pensar mais, e sim, porque o ideal da televisão é fazer você não PENSAR, esse veículo de besteira que enche nossa mente de insegurânça e neuroses, é sómente um dos meios pelos quais somos silenciados todos os dia.

Um jóvem com características “normais”, aos 20 anos, deve ter no mínimo 10 mil horas de televisão, tirando os meios de informações como rádio, internet e etc., como deve estar a cabeça deste jóvem?que modo ele absorveu todas as idéias de consumo e o quanto ele está disposto a fazer para alcança-los?

 Como negar que houve antigamente um vázio de informação, este vázio pensavamos que era algo ruím, mas era um vázio ligado ao mundo externo do grupo de indivíduos (no caso dos camponeses, dos bairros afastados), vázio que não era incomodo, o indivíduo mantinha suas relações com o outro baseado em seus próprios valores estabelecidos na sua tradição.  Pensavamos que só com o acesso a informação dos que vivem a margem, ou seja, aqueles que lhes foram negado o direito a viver, que poderia existir alguma possibilidade de mudança. Resultado, a informação hoje é acessível a todos. Mais como a burguesia só evolui com suas constantes revoluções dentro do modo de produzir e de se relacionar, e assim, fomos engolidos por este grande monstro. Havendo hoje um exesso de informações, fazendo com que os indivíduos se isolem cada vez mais no seu microcósmos, e também, continue sem entender o que ocorre com o mundo exterior.

Escrevo este texto por indignação ao Programa do Jô da Tv Globo, que é um espaço em que, às vezes, tem convidados interessantes que poderiam falar algo de relevante, mas que o apresentador acaba por limitar o contúdo abordado, e em relação aos espectádores, esses relamente acreditam na farça que é este programa.

Desculpa por passar algum tempo sem postar, é que minha vida mudou de uma hora pra outra, e não tive tempo de me organizar. Voltarei com outros textos em breve.

Escrito por paulo

09/04/2008 em 18:04

The Corporation

com 4 comentários

Você sabe o que é uma corporação? Quais são suas atividades? Seus aliados? Como fazem para indentificar estas maquinas de lucros com nossos sonhos mais metafísicos? Como nos escondem a face negra das grandes corporações? Há possibilidades de mudar este contexto?

corporações e a ditadura dos sonhos

Perguntas que são respondidas pelo documtário The Corporation, farei aqui uma breve síntese deste documentário que assisti pela segunda vez hoje, e me senti obrigado a divulgar-lo.

As corporações nasceram de uma lei que deveria dar os mesmos direitos (de viver, o da propriedade privada, e a liberdade) aos negros americanos depois da libertação da escravidão. Aproveitando esta lei, um grupo de advogados se reuniram para pedir esses mesmos direitos a um grupos de investidores, criando a chamada pessoa juridica. Com isso, uma corporação tem os mesmos direitos que qualquer cidadão, sem ao menos existir de fato, é o mesmo que dar direitos a um prédio ou a uma mesa. É com a finalidade de diminuir a responsabilidades das pessoas envolvidas que foi criada este novo tipo de “pessoa juridica” que só existe formalmente. Seu objetivo é ter o máximo de lucros possíveis, não importando os meios para tal fim, é com a legitimidade governamental que estão as bases para a criação e expansão das corporações. Tendo seu único fundamento no lucro, as empresas não poupam atitudes para este fim, ou seja, é uma “pessoa” imortal e imoral, já que não necessitam seguir qualquer regra ou lei que poderia reger suas ações.

A principal arma utilizada pelas corporações para lograr validade perante os indivíduos é relacionando seus produtos com “desejos inatos a todos”, o de ser feliz, ter saúde, ser bem sucedido, ou se quisermos chamar o sonho de vida americano.  Criam se necessitades, fetiches, desejos que até então não existia, é com o bombardeio de informações que somos induzidos a acreditar que realmente precisamos deste ou daquele produto. A felicidade nos é colocada a venda, junto com a juventude eterna, a beleza, o amor. É necessário que as empresas vinculem suas imagens a estes sonhos metafísicos, para que pensamos ter ao alcance áquilo que nos falta em nossas vidas. Assim, esquecemos ou não logramos saber seus métodos málignos para a obtenção do lucro a todo custo, obrigando trabalhadores dos países subdesenvolvidos a trabalhar por U$0,05 centavos a hora, e não só a exploração de menores de idade e longas jornadas de trabalho, que também as grandes corporações são a causa da presente destruição da vida na terra, pela exploração desenfreada dos recursos naturais, a grande emissão de gazes poluentes e o grande acumulo de lixo que são dispejados em qualquer lugar poluindo o solo e os rios.

E a grande pergunta é possível mudar este contexto no qual estamos cirncunscrito? O filme é muito otimista, ele foi montado de um modo pelo qual somos levados a indgnação e no fim somos lançados a vontade de fazer algo para uma mudança real. É através da concientização dos indivíduos involucrados, pressionando os governos de seus respectivos países, a formulações de leis que imponham limites as ações das corporações, é também, aproveitando as brechas que o próprio sistema nos oferece que esta a arma para derrotar-lo.

O documentário termina com a frase de que ”se for lucrativos para os ricos, eles venderão a corda que os enforcarão”, assim, com este desfecho otimista é que somos impulsonados a fazer o que esta ao alcance para mudar a realidade presente.

Bom esta foi uma breve exposição do documetário, se não encontrarem mandem-me emails que eu lhes envio uma cópia en DVD, mas se tiverem a oportunidade comprem, ajudem os produtores deste documentário.

Comentem!

Será que entendemos mesmos as notícias?

com um comentário

Bom como primeiro post* escolhi a notícia do massacre israelense na faixa de Gaza. Será que realmente entendemos o que está em jogo quando Israel assassina a 117 pessoas (a metade deste número são civis).

A manchete de um dos jornais mais lidos do brasil, o Estadão, tem como titulo da notícia ”Após retirada, Israel ameaça realizar novas ações em Gaza.”

Esta é a notícia: “JERUSALÉM – Israel retirou na manhã desta segunda-feira, 3, seus tanques e blindados do norte da Faixa de Gaza após uma ofensiva de seis dias que deixou pelo menos 117 mortos e que encerrou as negociações por um acordo de paz entre israelenses e palestinos. O Hamas comemorou a retirada e considerou-se o vencedor nos violentos confrontos com o Exército de Israel, que afirma que promoveu a ofensiva para contar o disparo de foguetes contra alvos israelenses. O primeiro-ministro Ehud Olmert disse, após o retorno de tropas do país da Faixa de Gaza, que futuras ações militares israelenses ainda devem acontece.”

Analisaremo pois está notícia, começando pelo título da manchete rescreverei para melhor compreenção da notícia: Após retirada do exército, Israel ameaça novos ataques na faixa de Gaza. Se anunciada a notícia desta forma não muda o modo pelo qual absorvemos está informação.
Vamos à notícia: Reparem na parte da notícia que diz ”depois da ofensiva… Israel encerra o acordo de paz com os palestinos”. Agora pensemos juntos, qual acordo de paz que interessa a Israel? Já que o desejo de Israel é fazer com que os Palestinos abandonem seu território. ”Ação” que foi colocada em prática desde 1947-48 (quando foi decretado o estado de Israel). De lá para cá, Israel investe em invasões de territórios palestinos e a criação de assentamentos Judeus. O único acordo de paz que Israel realmente aceitará será a rendição dos Palestinos e a tomada de seu território.

Segundo ponto da notícia: ”Hamas comemora retirada de Israel e se considera vencedor do conflito.” Como comemora?
Comemora as 117 mortes dos Palestinos?  As constantes invasões israelense? Não existe comemoração, existe sim um alivio pela trégua de fogo, que logo retornará.
Pequenas palavras que mudam nosso modo de ver e absorver as notícias.
Na continuação da notícia, a explicação do porque das “AÇÕES” do exército israelense: “que afirma que promoveu a ofensiva para conter o disparo de foguetes contra alvos israelenses.” Desde quando Israel precisa de motivos para atacar?
Só o fato dos Palestinos resistirem as forças invasoras já é motivo para ataque israelense.
Ataques deste tipo ocorre a pelo menos 50 anos, eles não precisam de motivos claros.
Vamos para a última parte da notícia: ”O primeiro-ministro Ehud Olmert disse, após o retorno de tropas do país da Faixa de Gaza, que futuras ações militares israelenses ainda devem acontecer.”
Ou seja, está claro que não foi e não será a última ofensiva de Israel. Enquanto houver resistência (palestina), haverá ataques israelense. Para um acordo de paz a renvidicação Israelense é a aniquilação ou a retirada total do povo palestino.

Quando percebemos o modo pelo qual as informações nos chegam e conseguimos processá-las de maneira clara, distinguiremos como devemos receber esta informação. Fazendo com que não seja possível a impossição de formas de pensar. As notícias são moldadas de tal forma para que ao ler-las, o leitor esteja de acordo com o posicionamento político do jornalista ou redator, assim,  nós somos levados a conclusões muitas vezes erradas.
Só o que penso em fazer neste blog é apresentar outras formas de ler os SINAIS E SÍMBOLOS que nos chegam aos sentidos todos os dias.

COMENTEM DEIXE SUAS OPINIÕES!

Escrito por paulo

03/03/2008 em 15:59