Código Z: o mal estar social

Archive for the ‘Modernidade’ Category

O capitalismo matou o FUTEBOL.

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Depois de muito tempo sem escrever, voltei, para escrever sobre uma das paixões de minha vida. Não o capitalismo claro, e sim o Futebol.

Neste momento, estou vendo uma entrevista do Zico e surgiram alguns pensamentos que resolvi compartir com os poucos leitores que tem acesso a este blog.

Bom, há muito tempo já não vemos mais amor ao esporte, tanto por parte dos torcedores como por parte dos jogadores. O Futebol virou MERCADORIA, conseguiram coisificar a maior paixão da humanidade. O único esporte que pára o mundo inteiro para ver o campeonato do mundo. Não há outro esporte que move tanta paixão como o Futebol.

O Capital não perdoa, como uma raposa se apropriou da maior paixão da humanidade para transformá-lo em uma grande opção para lavar o dinheiro sujo do capital financeiro, do tráfico, da sonegação de impostos, desvio de verbas (corrupção). E também, a invasão dos bancos no circuito do futebol, a compra de juízes como foi o caso no campeonato Brasileiro de 2004 (se não me engano, quando o corinthans ganhou), e provavelmente a Copa do Mundo, também é manipulada por sua cúpula para favorecer e encobrir erros de governos corruptos e mal administrados.

Deixa-me muito triste saber destas manipulações e, como está sendo a capitalização do futebol. Cada vez mais torcemos não para um time, e sim, para uma instituição que mantém as financias deste clube. Os dirigentes já não se importam com os torcedores, estes os únicos que não tem culpa pela calamidade que passa o futebol. Os ingressos cada vez mais caros, a diretoria que ajuda e é conveniente com as torcidas organizadas, mantendo estas organizações que impõe medo e terror nos estádios.

O êxodo do torcedor do estádio não tem nenhuma importância para os times, cada vez mais os estádios ficam vazios, cada vez menos o jogador cria identidade com a torcida e com o time. As torcidas organizadas são manipuladas e só protestam contra aqueles que não financiam seus custos. O mesmo se passa com a Seleção brasileira, que ao final de um jogo, já não desembarca no seu próprio país. A identidade das pessoas com o futebol está em xeque. E o grande responsável por isso tudo é a velha raposa de nome Capitalismo, que conseguiu coisificar mais uma paixão, o FUTEBOL. Roubaram-nos quase tudo, saquearam o nosso povo e levaram também nossa tradição. O que resta agora é a nostalgia de tempos dourados do futebol mundial, desde os radialistas que narravam a partida com grande emoção, ao jogador que entrava em campo só pelo fato de representar aquele time que torcia desde criança.

Desculpa, por não atualizar o blog, tive alguns problemas e só agora minha vida esta voltando ao normal.

Escrito por paulo

22/08/2008 em 21:42

Desejo de Status (Status Anxiety)

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Todos nós sofremos de um terrível mal: o DESEJO DE STATUS.

Esta é uma das primeiras frases do livro Desejo de Status do autor Alain Botton. O autor busca compreender o que ele denomina de “doença coletiva” que induz as pessoas a agir de certa forma, a busca pelo Status. Deste modo, os homens dão validade a seus princípios de acordo com a aprovação ou a reprovação do outro (que também tem fundamentado seus princípios para agir de modo alheio ao próprio Eu). É a busca de ser bem visto aos olhos dos outros que impulsiona o homem a agir de acordo com o “correto” e aprovado pelas pessoas a sua volta.

Esta dependência recíproca dos homens – a aprovação de suas atitudes – tem como fundamento a idéia da organização da sociedade de modo meritocrático. A meritocracia faz com que percebemos nitidamente as pessoas que são suficientemente “boas” para ser admiradas e seguidas, e as pessoas que não venceram na vida, que são inútil para a sociedade, estes são chamados de ninguém. É uma sociedade de VENCEDORES e PERDEDORES, de pessoas que possuem valor para os outros e de pessoas que só atrapalham a vida dos vencedores. A mobilidade social fez com que as pessoas fossem qualificadas de acordo com seu status ou sua capacidade de “vencer”.

sso fez com que as pessoas só tivessem valor perante os olhos dos outros (os “vencedores”, a minoria). Já a outra parte da população que é maioria, são formada pelos “perdedores”, aqueles que são burros, ignorantes ou preguiçosos, e por isso, não se empenharam em “vencer” na vida. Há uma completa inversão de valores. Antes na Idade Média, pela sociedade ter tido como seu fundamento o Cristianismo, os pobres eram aqueles que sofriam e trabalhavam duro mais eram visto pelos nobres e pelo clero como importantíssimos para o funcionamento da sociedade, sem os camponeses não haveria comida para a classe dominante. Com o fim da Idade Média, esses valores são invertidos, Adam Smith é um dos principais pensadores a tentar estabelecer uma nova ordem, ele afirmava que agora eram os ricos que sustentavam os pobres, estes não sobreviveriam caso os ricos não gastasse exageradamente. Inverte-se os valores, os pobres deixam de ter importância para o funcionamento da sociedade, para ser os culpados de sua própria desgraça. E é retirada a culpa dos ricos (vencedores) que alivia o peso de sua consciência.

Leiam o livro Desejo de Status, é muito importante para poder entender os motivos que levam as pessoas a agir, e de que modo somos influenciados e porque agimos contra nossa verdadeira vontade.

Escrito por paulo

27/06/2008 em 15:13

Alta de preço dos alimentos. Salve-se quem puder.

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Bom há um tempo que venho me decepcionando com o nosso presidente o antes respeitável Sr. Luis Inácio Lula da Silva, e hoje servo do capital financeiro. É com muito desagrado que manifesto minha indignação a cerca de “nossa” vontade infinita de imitar nosso primo rico (USA). O Brasil junto com os Estados Unidos da América são os principais culpados pela repentina alta de preços dos alimentos, e o irracionalismo do racionamento de arroz, em diferentes partes do mundo. Qual é o problema? Justamente, a tentativa de manter o mercado funcionando a qualquer custo, transformando os alimentos (que necessitamos para viver) em alimento para coisas, ou seja, combustível de máquinas. São os BIOcombustíveis os responsáveis pela alta de preços dos alimentos. Como retirar comida de grande parte da população para manter funcionando algumas máquinas, qual é a justificativa ética para isso?

Temos em nosso país, uma grande área que poderia ser destinada a alimentação de todos os brasileiros, isso não acontece, pelo fato de que, o governo prefere o superáfit primário em suas contas que, investir em agricultura familiar, tendo em vista que, é através da agricultura familiar (pequeno agricultor) que é produzido os alimentos consumidos por grande parte dos brasileiros. A preferência pela monocultura faz com que, o Brasil, produza matéria-prima para exportação, sendo que, importa o produto final (industrializado), como acontecia a 50 anos à traz, quando o Brasil era desindustrializado.

Como é possível um governo que se diz de esquerda, não só produzir como incentivar a implementação dos biocombustíveis na Africa, Ásia e América, sendo que, são esses os países que mais sofrem e sofrerão com a falta e aumento dos preços dos alimentos. Onde queremos chegar? No aniquilamento total da raça humana? Não vejo saída para nossa espécie (e nosso planeta) se continuarmos trocando alimentos por combustível, que só alimentará as guerras por comida e água. Combustível esse que destrói o planeta, tanto indiretamente (no caso do aumento de preços dos alimentos com os biocombustíveis) e diretamente (com a emissão de gazes poluentes que destroem a possibilidade de vida na terra).

Vivemos em um período de transição, devemos escolher nosso caminho. Ou fingimos que não existe nenhum problema, e vivemos no máximo mais 50 anos no ritmo frenético de exploração ou nós mudamos todo o sistema em que vivemos com fins na permanência e preservação da vida na Terra.

Me parece que a primeira alternativa esta mais próxima. Me falta esperança, mais tomara que eu esteja errado, torço para isso, precisamos despertar de “nossos sonhos”, não existe desenvolvimento ou progresso, nos mentiram quando prometeram LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE, o pilar da idade moderna esta ruindo e salve-se quem puder.

Televisão = Confusão

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Bom, há um tempo venho pensando sobre como é possível que um veículo como a Televisão que alcança comunicação com quase todos os brasileiros, pode ser de uma maneira tão discarada, uma tirania da informação? Como é possível que às pessoas que fazem televisão, em nenhum momento, falem coisas que realmente são relevantes.

Há um tempo atraz assisti ao programa Roda Viva, que passa todas às segundas-feiras na TV Cultura, e o entrevistado atendia por Pach Adams, provavelmente vocês já devem ter escutado este nome do filme Pach Adams, o doutor da alegria (com Robin Willians). Este cidadão americano disse coisas realmente relevantes, primeiro ele fez com que os jornalistas (que o estavam entrevistando) respeitasse os prórpios colegas, ou seja, faziam uma pergunta ao entrevistado, e logo, o entrevistado pressupunha que o perguntador desejasse uma resposta completa, não deixando que outro jornalista o interrompesse com outra pergunta. Na maioria das vezes, os jornalistas se acham no direito de recortar a resposta dada pelo entrevistado, para distorcer um fato ou aumentar o acontecido, até mesmo ao ponto de inventar caso seja necessário para encaixar em sua matéria.

O Pach Adams falou coisas que realmente eu nunca na vida escutei ser dita dentro da caixa de imagens (TELEVISÃO), como a importância de programas que resalte a inteligência do indivíduo. Na maioria dos casos, os meios de comunicação, pressupõe que somos menos inteligentes que uma porta ou lembrando das palavras do senhor William Bonner - o Jornal Nacional (jornal televisio mais popular) está voltado ao telespectádor HOMER SIMPSONS, aquele que não consegue entender as notícias. E coloca, a culpa na falta de escolaridade da maioria da população, o motivo pelo qual exite programas que ofendem nossa capacidade de entendimento. Isso é mentira, fazem isso não porque o povo não gostará de algo que o faça pensar mais, e sim, porque o ideal da televisão é fazer você não PENSAR, esse veículo de besteira que enche nossa mente de insegurânça e neuroses, é sómente um dos meios pelos quais somos silenciados todos os dia.

Um jóvem com características “normais”, aos 20 anos, deve ter no mínimo 10 mil horas de televisão, tirando os meios de informações como rádio, internet e etc., como deve estar a cabeça deste jóvem?que modo ele absorveu todas as idéias de consumo e o quanto ele está disposto a fazer para alcança-los?

 Como negar que houve antigamente um vázio de informação, este vázio pensavamos que era algo ruím, mas era um vázio ligado ao mundo externo do grupo de indivíduos (no caso dos camponeses, dos bairros afastados), vázio que não era incomodo, o indivíduo mantinha suas relações com o outro baseado em seus próprios valores estabelecidos na sua tradição.  Pensavamos que só com o acesso a informação dos que vivem a margem, ou seja, aqueles que lhes foram negado o direito a viver, que poderia existir alguma possibilidade de mudança. Resultado, a informação hoje é acessível a todos. Mais como a burguesia só evolui com suas constantes revoluções dentro do modo de produzir e de se relacionar, e assim, fomos engolidos por este grande monstro. Havendo hoje um exesso de informações, fazendo com que os indivíduos se isolem cada vez mais no seu microcósmos, e também, continue sem entender o que ocorre com o mundo exterior.

Escrevo este texto por indignação ao Programa do Jô da Tv Globo, que é um espaço em que, às vezes, tem convidados interessantes que poderiam falar algo de relevante, mas que o apresentador acaba por limitar o contúdo abordado, e em relação aos espectádores, esses relamente acreditam na farça que é este programa.

Desculpa por passar algum tempo sem postar, é que minha vida mudou de uma hora pra outra, e não tive tempo de me organizar. Voltarei com outros textos em breve.

Escrito por paulo

09/04/2008 em 18:04

Um dos problemas do homem moderno

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Após algumas reflexões tentarei esboçar o problema que consigo perceber no homem moderno, o primeiro deles é a coisificação do mundo, ou seja, a relações dos homens estabelecidas por valores ditados pelo mercado, a outra é a impossibilidade de fundamentar novos valores, o problema de estabelecer novos princípios éticos para reger a inter-subjetividade.

Lembrando que este blog visa entender o que acontece com os homens, quando estes, são bombardeados de informações que o confundem induzindo-o ou até mesmo a imposição ao homem moderno de valores que tem o único fundamento, o mercado (relação pela qual o homem troca seus bens com outros). Já que a relação dos homens, ou seja, a inter-subjetividade se efetiva na troca de bens e não mais numa ética, tudo que entra nesta relação é coisificado, tudo passa a ter valor monetário, abolindo assim a esfera do sagrado da relação humana ocidental.

Além da coisificação do mundo temos outro problema que está diretamente relacionado a este e pode ter sido ele quem gerou a coisificação do mundo, o problema da fundamentação dos valores morais do homem moderno. Lembrando que para fundamentar uma ética (lembre que ética vem do termo grego ÉTHOS que é traduzida por “morada”, abrigo ou também costume, é por esta “morada” que o homem estabelece seus princípios para sua práxis no relacionamento com outros homens, é este o seu fundamento), é através da herança de uma tradição que fundamentamos nossos valores e nosso modo de agir, ou seja, é na tradição que construímos nossa “morada”, a sustentação de principios para o agir. O problema hoje é que estabelecemos nossos princípios para uma ação, não mais baseada no passado (tradição), e sim, no presente e futuro, é com a idéia de que precisamos destruir a tradição para a implementação do novo, que destruímos toda nossa base que nos sustenta. Essa não aceitação dos princípios vigentes teve origem na Grécia Antiga de Sócrates, é este personagem o primeiro a colocar em dúvida os valores que sustentavam as relações dos homens na Pólis, com isso, ao analisar a tradição a luz da razão, ele acaba por destruí las, já que é algo que pertence a esfera do sagrado, e a partir do momento que o homem toca o sagrado ele já está o profanizando, ou seja, perde seu valor de algo intocável.

É com a idéia de repensar a idéia dos valores éticos que se desenvolve a Filosofia depois de Sócrates, questionando um princípio de cada vez, desencantando a natureza ou em busca da ATÉLHEIA (em grego é traduzida como verdade ou o ato de “retirar o véu” que cobre a coisa desconhecida). É com o fim da crença da existência de um ser absoluto que se torna de uma maneira quase que impossível uma nova fundamentação de valores ético (nos moldes da moral). Com isto, acabamos por nos encontrar em um niilismo ético onde é necessário que o mercado (capital) dite as normas ou valores que os indivíduos devem adotar para o estabelecimento de suas relações.

Para resolver este existe dois caminhos, o caminho que percorreu Hegel, e o caminho que percorreu Nietzsche, acredito eu ser o caminho Nietzschiano o mais viável, mas pelo pouco de conhecimento que tenho ainda não poderei esboçar a tentativa deste autor.

Não exite aqui de maneira nem um, um posicionamento conservador ou contrareacionário, só estou indentificando o problema pelo qual estamos afundados, acredito que a saída Nietzschiana é a mais viável, ele tenta destruir por completo os valores vigentes, para reestabelecer-los não mais fundados na ética, e sim, em princípios estético, ele tira a razão do centro das relações humanas (já que a ética é de carater racional) para fundamentar seus princípios de valores nos sentidos ou melhor na vontade (a arte tem um papel fundamentel nesta teoria).

 

***Este texto contém muitos erros, é só uma tentativa de tentar demonstrar em uma maneira mas fácil a problemática que consigo perceber da atualidade e fazer com que as pessoas busquem mais informãções acerca deste assunto. Ainda me falta muito para estudar acerca deste tema. Lembrando que esse assunto é demasiado complexo para se resumir nestas poucas linhas, há pessoas que dedicaram toda sua vida a debater este assunto e morreram sem resolver este problema. Acho até que exista alguns erros meus de compreensão mas com o debate espero poder clarear e ordenar meus pensamentos.

O MAIS IMPORTANTE É DEBATER. COMENTEM!

Escrito por paulo

14/03/2008 em 09:07