Archive for the ‘Niilismo’ Category
Redução do consumo individual, adianta e influi na diminuição da destruição do Planeta?
Bom, a uns dias atrás assisti pela TV um cidadão fazendo uma palestra sobre redução do consumo individual como proposta para diminuir a destruição do Planeta e, também, a influência dessa atitude individual perante as outras pessoas.
Então, surgiram algumas questões que estão atormentando minha tranquilidade, como pode acontecer uma diminuição do consumo se a cada dia somos bombardeados por novas informações que nos empurram e nos convence a jogar fora coisas que ainda são úteis para que possamos comprar novas coisas que nos satisfaça momentaneamente.
Mas, este não é o problema principal como veremos mais adiante, no entanto, a diminuição do consumo já está acontecendo, nesta crise que o capitalismo está sofrendo é um problema de produção vs consumo, com os valores pagos para a produção de um produto qualquer pelo método da mais-valia não é possível vender este produto produzido, pois, não há quem compre porque o dinheiro que os trabalhadores recebem é sómente para sua sobrevivência que não inclui a compra de bens de consumo. Para que os produtos produzidos possam ser consumidos é preciso que as instituições financeiras emprestem dinheiro (fictício) para que as pessoas possam comprar os bens que eles próprios produziram e, assim, faça rodar a roleta do cassino chamado Economia. E quando já não é mais possível continuar emprestando para comprar e pagando as dívidas anteriores, ou seja, é o não recebimento do dinheiro que os bancos não tinham mais emprestaram aos trabalhadores que é o grande causador da crise financeira em que vivemos.
Bom, depois desse adendo pretendo colocar o real problema em que percebi na palestra do cidadão (que não lembro o nome) acerca da redução do consumo individual.
Primeiro, as atitudes individuais dentro de uma sociedade elas só dizem respeito ao espaço privado do indivíduo, ou seja, sua casa, dentro de uma sociedade é no espaço público que temos que resolver nossos problemas através do diálogo e do debate, porém, sei muito bem que esse contexto já não se encaixa na nossa sociedade atual que tem como primazia o Espaço privado que invade cada dia mais o espaço público. A proposta de diminuição do consumo individual é uma atitude dos sujeitos enquanto indivíduos que não interfere necessariamente na mudança de uma sociedade de massas. É através do espaço público (rua: lugar onde nos relacionamos com os outros semelhantes e deixamos de ser indivíduo) que poderemos exigir mudanças que altere a estrutura da nossa sociedade, como os movimentos de massas que eram comum em todo século XX.
A invasão do espaço privado que diminuiu o tamanho do espaço público fez com que chegassemos ao um conceito nunca antes visto, que é o conceito de Sociedade de Massas SOLITÁRIAS, isto é, uma sociedade que só se identífica como uma sociedade de compradores individuais que se alienou do mundo ao ponto de não se importar mais com ele, como se fosse possível viver em outro.
A minha resposta a pergunta do texto é NÃO e SIM. Não é possível conter a destruição do mundo de modo individual, isso não quer dizer que o consumo individual ao ser diminuido não gere mudanças, e sim, que essa atitude de diminuir o consumo individual deve ser sómente a primeira ação do homem rumo a uma mudança mais radical. Sómente através da auto-destrição que o próprio sistema capitalista tem como semente dentro de si mesmo (como diria KARL MARX) e a retomada do espaço público como meio para que possamos debater e resolver problemas, é que poderiamos salvar a vida do Planeta.
OBS: Para cada saco de lixo que nós indivíduos produzimos é preciso outros 70 sacos de lixos para fazer este que você leva à esquina todo dia.
OBS2:Incrível o salto de acessos que este blog teve nos últimos dias, isso me deixou muito feliz e me deu animo para voltar a escrever.
Liberdade ao debate de idéias.
Ser ou não Ser? O dilema da educação.
Bom, retomando a temática do blog – analisar de que forma nós processamos as informações que nos chega e de que modo somos afetados por ela – irei abordar o assunto da educação, com a perspectiva de um iniciante na profissão de professor, e também, como cidadão que acredita no papel que a educação-conscientização pode exercer para a mudança/revolução em um país que consegue ser um dos mais desiguais de todo o globo mesmo possuindo uma reserva gigantesca de alimentos, energia, extensão, ótimo clima que proporciona ótimas safras.
Esta semana eu tive alguns “problemas” que me afetaram profundamente, na quinta-feira aconteceu dois casos que me deixaram muito pertubado. No primeiro caso, estava eu tentando dar minha aula de teoria da religião, estava falando sobre a posição do governo americano em relação aos adeptos do Islã e de que forma o governo americano utiliza este discurso para convencer ao mundo que o Iraque tinha relações com a rede terrorista Al- Qaeda. Em um certo momento da aula, um aluno disse: – Professor não quero fazer nada na sua aula, e logo em seguida, outro fez o mesmo. E como é normal nestes casos eu pedi para que se retirasse então da minha aula e fosse conversar com as pedagogas. Logo em seguida, eu fui conversar com os meninos e com a Pedagoga e me deparei com uma realidade que até então eu sabia de sua existência mas nunca tinha tido o contato tão forte com ela. A história de um dos meninos era a seguinte: o menino de 11 anos que têm 2 irmãos (um menino que já foi expulso deste mesmo colégio e uma menina que está para ser expulsa também). Esta criança tem sérios problemas de disciplina mas eu logo entendi o porque. Ele me contou que sua mãe vive no litoral do paraná com um cara (as pedagogas me disseram que ela é prostituta) e este menino e seus irmãos moram em Curitiba com a avó. Mas estas crianças já não querem mais viver com a vó, e sim, com a mãe, o problema é que caso a mãe os leve para morar com ela no litoral a avó perde a pensão paga pela mãe para cuidar das crianças, e também a mãe não pode os levar para sua cidade porque vive com um cara que não a deixa traze-las e sua profissão tampouco permite.
De que forma uma criança pode estudar e ser disciplinada desta forma? Como o professor deve intervir neste caso? Realmente não sei o que fazer. O Estado não fornece nenhum apoio para estas famílias e este caso não é uma ilha, não é algo isolado é a realidade de milhões de famílias brasileiras. É muito difícil porque caso o professor resolva fazer alguma coisa por estas crianças além de comprar uma briga com os pais que não consiguiram entender o real motivo de uma ajuda externa, como também é comprar briga com a própria escola que não quer intervir no seu relacionamento familiar dos alunos.
O segundo caso é muito parecido, depois de retirar o aluno da sala de aula e me deparei com outra história de desestrutura familiar. O aluno também tem por volta de 11 anos, ele me contou esta história com tanta naturalidade que me pareceu estar contando uma piada. Ele tem 3 irmãos, o pai dese menino está preso por roubo a mão armada, a mãe dele está em uma clínica de recuperação de usuários de drogas (a clínica de reabilitação fica em outra cidade). E o irmão mais velho também está preso por assassinato (ele matou uma pessoa no bar), quem cuida da criança em questão é sua irmã de 16 anos que já esta casada e tem um filho. Ele também relatou que os narco-traficantes queriam entrar na sua casa para pegar os móveis de valor para quitar a dívida que sua mãe tinha com eles mas por sorte seu pai ainda não estava preso e não deixou. Este menino trabalha com seu tio de manhã (antes da escola) e pela noite (depois da escola) e ganha miseros 20 REAIS POR SEMANA, na escola eu aprendi que isso é trabalho infantil escravo não vejo outro nome para isto. Me digam qual outra hora que esta criança tem para brincar? se trabalha de manhã e a noite e vai para a escola no período da tarde. Na escola dizem que é muito bom que ele esteja trabalhando porque assim ele ocupa o tempo e não fica na rua, mesmo a criança ganhando uma miséria para trabalhar todo este tempo.
Não há nenhum projeto por parte do Estado para dar uma vida digna para estas crianças, não há escolas em período integral, não a vontade política para agir conforme deveria. Como uma criança com estes exemplos que tem na sua família pode crescer e ser “normal” a distinção entre certo e errado é uma linha tênue que que é difícil aprender em casa quanto mais na escola. Qual é o futuro de uma nação que trata seus filhos como se fosse SOBRAS? De que fora esta criança crescerá e quais vão ser seus proplemas psicológicos? Já que seus padrões estéticos, políticos, familiares, são dados um alguem externo (a Televisão) e quando esta criança olha para dentro de casa e não vê nada parecido, qual é o sentimento desta criança? Qual sua culpa de nascer na família errada?
Eu perguntei a este menino o que ele esperava do futuro o que ele pensa que estaria fazendo daqui 5 anos. A resposta foi: – Penso que daqui cinco anos vou estar trabalhando. Isto é o que nós (professores e pedagogos) queriamos ouvir mas realmente não acredito que isto seja o que ele realmente quer.
Realmente eu gostaria de ouví-los, de sugestões, de que posso fazer para ajudar a estes meninos.
Desejo de Status (Status Anxiety)
Todos nós sofremos de um terrível mal: o DESEJO DE STATUS.
Esta é uma das primeiras frases do livro Desejo de Status do autor Alain Botton. O autor busca compreender o que ele denomina de “doença coletiva” que induz as pessoas a agir de certa forma, a busca pelo Status. Deste modo, os homens dão validade a seus princípios de acordo com a aprovação ou a reprovação do outro (que também tem fundamentado seus princípios para agir de modo alheio ao próprio Eu). É a busca de ser bem visto aos olhos dos outros que impulsiona o homem a agir de acordo com o “correto” e aprovado pelas pessoas a sua volta.
Esta dependência recíproca dos homens – a aprovação de suas atitudes – tem como fundamento a idéia da organização da sociedade de modo meritocrático. A meritocracia faz com que percebemos nitidamente as pessoas que são suficientemente “boas” para ser admiradas e seguidas, e as pessoas que não venceram na vida, que são inútil para a sociedade, estes são chamados de ninguém. É uma sociedade de VENCEDORES e PERDEDORES, de pessoas que possuem valor para os outros e de pessoas que só atrapalham a vida dos vencedores. A mobilidade social fez com que as pessoas fossem qualificadas de acordo com seu status ou sua capacidade de “vencer”.
sso fez com que as pessoas só tivessem valor perante os olhos dos outros (os “vencedores”, a minoria). Já a outra parte da população que é maioria, são formada pelos “perdedores”, aqueles que são burros, ignorantes ou preguiçosos, e por isso, não se empenharam em “vencer” na vida. Há uma completa inversão de valores. Antes na Idade Média, pela sociedade ter tido como seu fundamento o Cristianismo, os pobres eram aqueles que sofriam e trabalhavam duro mais eram visto pelos nobres e pelo clero como importantíssimos para o funcionamento da sociedade, sem os camponeses não haveria comida para a classe dominante. Com o fim da Idade Média, esses valores são invertidos, Adam Smith é um dos principais pensadores a tentar estabelecer uma nova ordem, ele afirmava que agora eram os ricos que sustentavam os pobres, estes não sobreviveriam caso os ricos não gastasse exageradamente. Inverte-se os valores, os pobres deixam de ter importância para o funcionamento da sociedade, para ser os culpados de sua própria desgraça. E é retirada a culpa dos ricos (vencedores) que alivia o peso de sua consciência.
Leiam o livro Desejo de Status, é muito importante para poder entender os motivos que levam as pessoas a agir, e de que modo somos influenciados e porque agimos contra nossa verdadeira vontade.
Operação Condor (Plan Cóndor)
Operação Condor ou Plan Cóndor (nome em espanhol), este é o nome da rede que colocava em contato os regimes militares dos países como Chile (criador da operação), Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, com o fim de trocar informações sobre os subversivos, troca de informações de modos de tortura (especialmete com Brasil que tinha uma grande experiências de táticas de tortura), e também, existia o intercânbio de presos, ou seja, as polícias nacionas tinham total liberdade para prender compatriotas em território externo (como foi o caso descoberto da polícia uruguaia quando prendeu uma cidadã uruguaia em território brasileiro).
A operação Condor nasceu em 1975 no Chile, no periodo da ditatura de Augusto Pinochet ditador que sucedeu (por um golpe de estado) o Presidente eleito democraticamente Salvador Allende (presidente que buscava implantar um socialismo democrático no Chile), a operação condor nasceu com a finalidade de trocar informações com outros países (que também possuiam governos militares) para manutenção da ordem e melhor “acompanhamento” dos subversivos. Mas tomou proporções enormes, como conferências entre as polícias dos países envolvidos, para obter novas formas de tortura, e novos modos de esconder os corpos. A operação Condor não se manteve no ambito político, esteve também, no ambito universitário, existia dentro das universidades professores, acadêmicos, reitores, e outros funcionários, que foram implantado pelas ditaduras de países do Cone Sul para “monitorar” os atos e manifestações que iam de encontro com os interesses da classe domintante em questão (os militares).
Esta rede que unia todo Cone Sul foi fundamental para sufocar e destruir qualquer resistência que poderia ocorrer. Os militares justificavam constantemente as ações de repreenção, em vista do medo ao espectro do “comunismo” que rondava a América do Sul, foi com a desculpa de destruir o “TERRORISMO” que os governos militares se uniram para barrar esse Mal ao Cone Sul.
Foram milhares de mortos e de desaparecidos, centenas de crianças raptadas e abandonadas pelos governos militares (crianças que eram roubadas de suas famílias e deixadas em outros países para serem adotados por pessoas “normais”, ou seja, famílias que não tinham nenhuma restrição aos governos militares), essas são algumas das crueldades que foram feitas pelos governos militares nos países do Cone Sul, e é somente, a superficie de todo o problema, quando for aberto os aquivos das ditaduras veremos toda a crueldade e todo o HOLOCAUSTO que ocorreu na América Latina e não é conhecido nos livros de história.
Há pouquissimas coisas sobre a Operação Condor, mais podemos encontra entre livros e documentários, fontes para uma maior investigação e resgate da memória de compatriotas e irmãos de otros países que lutaram contra a ditadura e por uma sociedade igualitária.
Alta de preço dos alimentos. Salve-se quem puder.
Bom há um tempo que venho me decepcionando com o nosso presidente o antes respeitável Sr. Luis Inácio Lula da Silva, e hoje servo do capital financeiro. É com muito desagrado que manifesto minha indignação a cerca de “nossa” vontade infinita de imitar nosso primo rico (USA). O Brasil junto com os Estados Unidos da América são os principais culpados pela repentina alta de preços dos alimentos, e o irracionalismo do racionamento de arroz, em diferentes partes do mundo. Qual é o problema? Justamente, a tentativa de manter o mercado funcionando a qualquer custo, transformando os alimentos (que necessitamos para viver) em alimento para coisas, ou seja, combustível de máquinas. São os BIOcombustíveis os responsáveis pela alta de preços dos alimentos. Como retirar comida de grande parte da população para manter funcionando algumas máquinas, qual é a justificativa ética para isso?
Temos em nosso país, uma grande área que poderia ser destinada a alimentação de todos os brasileiros, isso não acontece, pelo fato de que, o governo prefere o superáfit primário em suas contas que, investir em agricultura familiar, tendo em vista que, é através da agricultura familiar (pequeno agricultor) que é produzido os alimentos consumidos por grande parte dos brasileiros. A preferência pela monocultura faz com que, o Brasil, produza matéria-prima para exportação, sendo que, importa o produto final (industrializado), como acontecia a 50 anos à traz, quando o Brasil era desindustrializado.
Como é possível um governo que se diz de esquerda, não só produzir como incentivar a implementação dos biocombustíveis na Africa, Ásia e América, sendo que, são esses os países que mais sofrem e sofrerão com a falta e aumento dos preços dos alimentos. Onde queremos chegar? No aniquilamento total da raça humana? Não vejo saída para nossa espécie (e nosso planeta) se continuarmos trocando alimentos por combustível, que só alimentará as guerras por comida e água. Combustível esse que destrói o planeta, tanto indiretamente (no caso do aumento de preços dos alimentos com os biocombustíveis) e diretamente (com a emissão de gazes poluentes que destroem a possibilidade de vida na terra).
Vivemos em um período de transição, devemos escolher nosso caminho. Ou fingimos que não existe nenhum problema, e vivemos no máximo mais 50 anos no ritmo frenético de exploração ou nós mudamos todo o sistema em que vivemos com fins na permanência e preservação da vida na Terra.
Me parece que a primeira alternativa esta mais próxima. Me falta esperança, mais tomara que eu esteja errado, torço para isso, precisamos despertar de “nossos sonhos”, não existe desenvolvimento ou progresso, nos mentiram quando prometeram LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE, o pilar da idade moderna esta ruindo e salve-se quem puder.
Televisão = Confusão
Bom, há um tempo venho pensando sobre como é possível que um veículo como a Televisão que alcança comunicação com quase todos os brasileiros, pode ser de uma maneira tão discarada, uma tirania da informação? Como é possível que às pessoas que fazem televisão, em nenhum momento, falem coisas que realmente são relevantes.
Há um tempo atraz assisti ao programa Roda Viva, que passa todas às segundas-feiras na TV Cultura, e o entrevistado atendia por Pach Adams, provavelmente vocês já devem ter escutado este nome do filme Pach Adams, o doutor da alegria (com Robin Willians). Este cidadão americano disse coisas realmente relevantes, primeiro ele fez com que os jornalistas (que o estavam entrevistando) respeitasse os prórpios colegas, ou seja, faziam uma pergunta ao entrevistado, e logo, o entrevistado pressupunha que o perguntador desejasse uma resposta completa, não deixando que outro jornalista o interrompesse com outra pergunta. Na maioria das vezes, os jornalistas se acham no direito de recortar a resposta dada pelo entrevistado, para distorcer um fato ou aumentar o acontecido, até mesmo ao ponto de inventar caso seja necessário para encaixar em sua matéria.
O Pach Adams falou coisas que realmente eu nunca na vida escutei ser dita dentro da caixa de imagens (TELEVISÃO), como a importância de programas que resalte a inteligência do indivíduo. Na maioria dos casos, os meios de comunicação, pressupõe que somos menos inteligentes que uma porta ou lembrando das palavras do senhor William Bonner - o Jornal Nacional (jornal televisio mais popular) está voltado ao telespectádor HOMER SIMPSONS, aquele que não consegue entender as notícias. E coloca, a culpa na falta de escolaridade da maioria da população, o motivo pelo qual exite programas que ofendem nossa capacidade de entendimento. Isso é mentira, fazem isso não porque o povo não gostará de algo que o faça pensar mais, e sim, porque o ideal da televisão é fazer você não PENSAR, esse veículo de besteira que enche nossa mente de insegurânça e neuroses, é sómente um dos meios pelos quais somos silenciados todos os dia.
Um jóvem com características “normais”, aos 20 anos, deve ter no mínimo 10 mil horas de televisão, tirando os meios de informações como rádio, internet e etc., como deve estar a cabeça deste jóvem?que modo ele absorveu todas as idéias de consumo e o quanto ele está disposto a fazer para alcança-los?
Como negar que houve antigamente um vázio de informação, este vázio pensavamos que era algo ruím, mas era um vázio ligado ao mundo externo do grupo de indivíduos (no caso dos camponeses, dos bairros afastados), vázio que não era incomodo, o indivíduo mantinha suas relações com o outro baseado em seus próprios valores estabelecidos na sua tradição. Pensavamos que só com o acesso a informação dos que vivem a margem, ou seja, aqueles que lhes foram negado o direito a viver, que poderia existir alguma possibilidade de mudança. Resultado, a informação hoje é acessível a todos. Mais como a burguesia só evolui com suas constantes revoluções dentro do modo de produzir e de se relacionar, e assim, fomos engolidos por este grande monstro. Havendo hoje um exesso de informações, fazendo com que os indivíduos se isolem cada vez mais no seu microcósmos, e também, continue sem entender o que ocorre com o mundo exterior.
Escrevo este texto por indignação ao Programa do Jô da Tv Globo, que é um espaço em que, às vezes, tem convidados interessantes que poderiam falar algo de relevante, mas que o apresentador acaba por limitar o contúdo abordado, e em relação aos espectádores, esses relamente acreditam na farça que é este programa.
Desculpa por passar algum tempo sem postar, é que minha vida mudou de uma hora pra outra, e não tive tempo de me organizar. Voltarei com outros textos em breve.
Um dos problemas do homem moderno
Após algumas reflexões tentarei esboçar o problema que consigo perceber no homem moderno, o primeiro deles é a coisificação do mundo, ou seja, a relações dos homens estabelecidas por valores ditados pelo mercado, a outra é a impossibilidade de fundamentar novos valores, o problema de estabelecer novos princípios éticos para reger a inter-subjetividade.
Lembrando que este blog visa entender o que acontece com os homens, quando estes, são bombardeados de informações que o confundem induzindo-o ou até mesmo a imposição ao homem moderno de valores que tem o único fundamento, o mercado (relação pela qual o homem troca seus bens com outros). Já que a relação dos homens, ou seja, a inter-subjetividade se efetiva na troca de bens e não mais numa ética, tudo que entra nesta relação é coisificado, tudo passa a ter valor monetário, abolindo assim a esfera do sagrado da relação humana ocidental.
Além da coisificação do mundo temos outro problema que está diretamente relacionado a este e pode ter sido ele quem gerou a coisificação do mundo, o problema da fundamentação dos valores morais do homem moderno. Lembrando que para fundamentar uma ética (lembre que ética vem do termo grego ÉTHOS que é traduzida por “morada”, abrigo ou também costume, é por esta “morada” que o homem estabelece seus princípios para sua práxis no relacionamento com outros homens, é este o seu fundamento), é através da herança de uma tradição que fundamentamos nossos valores e nosso modo de agir, ou seja, é na tradição que construímos nossa “morada”, a sustentação de principios para o agir. O problema hoje é que estabelecemos nossos princípios para uma ação, não mais baseada no passado (tradição), e sim, no presente e futuro, é com a idéia de que precisamos destruir a tradição para a implementação do novo, que destruímos toda nossa base que nos sustenta. Essa não aceitação dos princípios vigentes teve origem na Grécia Antiga de Sócrates, é este personagem o primeiro a colocar em dúvida os valores que sustentavam as relações dos homens na Pólis, com isso, ao analisar a tradição a luz da razão, ele acaba por destruí las, já que é algo que pertence a esfera do sagrado, e a partir do momento que o homem toca o sagrado ele já está o profanizando, ou seja, perde seu valor de algo intocável.
É com a idéia de repensar a idéia dos valores éticos que se desenvolve a Filosofia depois de Sócrates, questionando um princípio de cada vez, desencantando a natureza ou em busca da ATÉLHEIA (em grego é traduzida como verdade ou o ato de “retirar o véu” que cobre a coisa desconhecida). É com o fim da crença da existência de um ser absoluto que se torna de uma maneira quase que impossível uma nova fundamentação de valores ético (nos moldes da moral). Com isto, acabamos por nos encontrar em um niilismo ético onde é necessário que o mercado (capital) dite as normas ou valores que os indivíduos devem adotar para o estabelecimento de suas relações.
Para resolver este existe dois caminhos, o caminho que percorreu Hegel, e o caminho que percorreu Nietzsche, acredito eu ser o caminho Nietzschiano o mais viável, mas pelo pouco de conhecimento que tenho ainda não poderei esboçar a tentativa deste autor.
Não exite aqui de maneira nem um, um posicionamento conservador ou contrareacionário, só estou indentificando o problema pelo qual estamos afundados, acredito que a saída Nietzschiana é a mais viável, ele tenta destruir por completo os valores vigentes, para reestabelecer-los não mais fundados na ética, e sim, em princípios estético, ele tira a razão do centro das relações humanas (já que a ética é de carater racional) para fundamentar seus princípios de valores nos sentidos ou melhor na vontade (a arte tem um papel fundamentel nesta teoria).
***Este texto contém muitos erros, é só uma tentativa de tentar demonstrar em uma maneira mas fácil a problemática que consigo perceber da atualidade e fazer com que as pessoas busquem mais informãções acerca deste assunto. Ainda me falta muito para estudar acerca deste tema. Lembrando que esse assunto é demasiado complexo para se resumir nestas poucas linhas, há pessoas que dedicaram toda sua vida a debater este assunto e morreram sem resolver este problema. Acho até que exista alguns erros meus de compreensão mas com o debate espero poder clarear e ordenar meus pensamentos.
O MAIS IMPORTANTE É DEBATER. COMENTEM!