Televisão = Confusão

Posted on 09/04/2008

0


Bom, há um tempo venho pensando sobre como é possível que um veículo como a Televisão que alcança comunicação com quase todos os brasileiros, pode ser de uma maneira tão discarada, uma tirania da informação? Como é possível que às pessoas que fazem televisão, em nenhum momento, falem coisas que realmente são relevantes.

Há um tempo atraz assisti ao programa Roda Viva, que passa todas às segundas-feiras na TV Cultura, e o entrevistado atendia por Pach Adams, provavelmente vocês já devem ter escutado este nome do filme Pach Adams, o doutor da alegria (com Robin Willians). Este cidadão americano disse coisas realmente relevantes, primeiro ele fez com que os jornalistas (que o estavam entrevistando) respeitasse os prórpios colegas, ou seja, faziam uma pergunta ao entrevistado, e logo, o entrevistado pressupunha que o perguntador desejasse uma resposta completa, não deixando que outro jornalista o interrompesse com outra pergunta. Na maioria das vezes, os jornalistas se acham no direito de recortar a resposta dada pelo entrevistado, para distorcer um fato ou aumentar o acontecido, até mesmo ao ponto de inventar caso seja necessário para encaixar em sua matéria.

O Pach Adams falou coisas que realmente eu nunca na vida escutei ser dita dentro da caixa de imagens (TELEVISÃO), como a importância de programas que resalte a inteligência do indivíduo. Na maioria dos casos, os meios de comunicação, pressupõe que somos menos inteligentes que uma porta ou lembrando das palavras do senhor William Bonner – o Jornal Nacional (jornal televisio mais popular) está voltado ao telespectádor HOMER SIMPSONS, aquele que não consegue entender as notícias. E coloca, a culpa na falta de escolaridade da maioria da população, o motivo pelo qual exite programas que ofendem nossa capacidade de entendimento. Isso é mentira, fazem isso não porque o povo não gostará de algo que o faça pensar mais, e sim, porque o ideal da televisão é fazer você não PENSAR, esse veículo de besteira que enche nossa mente de insegurânça e neuroses, é sómente um dos meios pelos quais somos silenciados todos os dia.

Um jóvem com características “normais”, aos 20 anos, deve ter no mínimo 10 mil horas de televisão, tirando os meios de informações como rádio, internet e etc., como deve estar a cabeça deste jóvem?que modo ele absorveu todas as idéias de consumo e o quanto ele está disposto a fazer para alcança-los?

 Como negar que houve antigamente um vázio de informação, este vázio pensavamos que era algo ruím, mas era um vázio ligado ao mundo externo do grupo de indivíduos (no caso dos camponeses, dos bairros afastados), vázio que não era incomodo, o indivíduo mantinha suas relações com o outro baseado em seus próprios valores estabelecidos na sua tradição.  Pensavamos que só com o acesso a informação dos que vivem a margem, ou seja, aqueles que lhes foram negado o direito a viver, que poderia existir alguma possibilidade de mudança. Resultado, a informação hoje é acessível a todos. Mais como a burguesia só evolui com suas constantes revoluções dentro do modo de produzir e de se relacionar, e assim, fomos engolidos por este grande monstro. Havendo hoje um exesso de informações, fazendo com que os indivíduos se isolem cada vez mais no seu microcósmos, e também, continue sem entender o que ocorre com o mundo exterior.

Escrevo este texto por indignação ao Programa do Jô da Tv Globo, que é um espaço em que, às vezes, tem convidados interessantes que poderiam falar algo de relevante, mas que o apresentador acaba por limitar o contúdo abordado, e em relação aos espectádores, esses relamente acreditam na farça que é este programa.

Desculpa por passar algum tempo sem postar, é que minha vida mudou de uma hora pra outra, e não tive tempo de me organizar. Voltarei com outros textos em breve.

Anúncios
Marcado: