Brasil do Lula: um intermediário.

Posted on 04/04/2011

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Há tempos este blog esteve sem atualizações, falta vontade pra escrever e não sobra tempo.

Existe, ainda, uma nuvem que nos impede de ter uma noção exata do que significou o governo Lula. De um lado, o entusiasmo toma conta do brasileiro, pois, aquilo que seria um sonho (ter acesso aos produtos como eletrodomésticos, eletrôncios, carro, casa própria) parece ter virado realidade. Só parece pois o pesadelo inicia-se logo após a compra (é quando o trabalhador se dá conta da conta que terá que pagar). No meio desta ilusão (ou engano) do acesso ao consumo, podemos entrever o lado mais escuro do governo lula: a sua função de intermediário, digo intermediário para não dizer traídor. Porque traídor nos “tempos da ditadura” era aquele que trabalhava pro regime, ao mesmo tempo em que fingia estar do outro lado, assim conseguia informações privilegiadas de um lado, ao passo que entregava todo o grupo, do outro.

Vejamos o caso do conflito entre Israel e Palestina, nosso “querido” ex-presidente manifestou que o Brasil está de acordo com a resolução da ONU que reconhece o Estado Palestino, mas, ao mesmo tempo, o Brasil (de LUla) assinou um acordo com o governo de Israel, um intercâmbio militar que envolve formação militar, comprar de armas e treinamento de soldados israelenses no Brasil, assim como ida dos brasileiros a Israel. De que modo esse cenário permite afirmar que o governo lula cumpriu com uma função essencial para a defesa dos interesses dos países (empresas transnacionais) hegemônicos? Justamente na sua função de intermediário, pois garante uma estabilidade social que o brasileiro nunca teve, agrada a esquerda com seus programas “sociais” e abre caminho para o Capital (empresas transnacionais) manter o seus interesses hegemônicos.

Porque o Brasil está sendo contraditório ao apoiar o reconhecimento do Estado Palestino e comprar armas israelenses? Pelo fato de que 70% da produção de armas israelense vai para exportação e o resto é usada nos conflitos que este país está envolvido, como é o caso da Palestina. Ou seja, a compra de armas realizadas pelo governo brasileiro mantém o massacre israelense nas zonas de ocupação e nos territórios palestinos.

Outra coisa que deve ser levada em conta é que o Brasil utiliza a mesma tática de guerra no Rio de Janeiro, que Israel usa na Palestina. Os dois lugares tem muitas semelhanças, em primeiro lugar é uma luta por território, que envolve uma especulação imobiliária gigantesca e o “direito divino” sob este território, seja o direito da burguesia branca carioca ou o direito da burguesia branca sionista.

Em ambos os casos, o desalojo é realizado a partir de uma perspectiva étnica, existe na Palestina e no Rio uma verdadeira limpeza étnica. A utlização de muros e de tanques (no Rio, tanque é mais conhecido como “caveirão”) são dois elementos que demonstram um vínculo entre esses dois lugares. Assim como a violência diária imposta pelo exército tem como objetivo a expulsão das pessoas que vivem nessas comunidades.

Portanto, Lula não só mantém uma política que ilude o povo e parte da esquerda, como serve de intermediário para o avanço dos planos iraeli/estadunidense no aumento dos lucros da empresas de armamento militar, pois conversa com possíveis compradores (governos latino americanos) para que se “reforce” a defesa desses países através da comprar de armamento.

Quando essa nuvem que nos engana passar, veremos como o governo lula foi prejudicial.

Obs: quer saber mais sobre o intercâmbio militar brasil/israel? Veja essa notícia http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=14087:brasil–israel–as-forcas-armadas-ii&catid=241:direitos-nacionais-e-imperialismo&Itemid=156s

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